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RS e MG buscam parcerias para ampliar participação no mercado naval e offshore

Rio Grande do Sul e Minas Gerais se unem com o objetivo de ampliar a participação da indústria dos dois Estados em um mercado cada vez mais promissor. Para isso foi realizado, nesta terça-feira (7), na FIERGS, o workshop Oportunidades para Parcerias entre as Indústrias Gaúcha e Mineira na Construção Naval e Offshore, com a presença de empresários, especialistas e futuros parceiros de negócios. "Do parafuso à válvula, do chip à automação de módulos em plataformas, o Rio Grande do Sul tem uma grande capacidade, juntamente com a indústria mineira e sua expertise no Vale do Aço na construção de barcos", observou o coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da FIERGS, Oscar de Azevedo, na abertura do evento.

O vice-presidente regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flaviano Gaggiato, afirmou que em seu Estado, sem saída para o oceano, são construídos supply boats a 560 quilômetros de distância do mar. Também por isso, a cooperação se tornaria importante, já que o Rio Grande do Sul, além de possuir uma indústria forte e diversificada, tem as portas abertas proporcionadas por mar e lagoa.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), os 26 estaleiros em operação no Brasil ocupam, atualmente, 62 mil pessoas. Mas, com os próximos projetos previstos para serem executados pela Petrobras, especialmente aqueles voltados ao pré-sal, a previsão é chegar até o ano de 2016 com 100 mil pessoas empregadas no setor. O diretor-executivo da Abenav, Luiz Felipe Camargo, afirmou em sua apresentação acreditar no potencial do Rio Grande do Sul para expandir a participação no mercado naval e offshore. Hoje, estão em andamento no Estado 16 obras, o que representa 16,33% no total do País. Para a cadeia de suprimentos do segmento, ampliam-se as oportunidades. É o caso do processamento do aço, em 570 mil toneladas/ano no Brasil, e cuja expectativa é a de chegar a 1,2 milhão de toneladas.

O diretor de Infraestrutura e Energia da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marco Aurélio Franceschi; o gestor do Arranjo Produtivo Local do Vale do Aço (MG), Augusto Moreira; e o diretor-executivo da Rede de Negócios Metal-Mecânica, Ronaldo Soares, também realizaram apresentações durante o encontro.

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