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Selo Cultural pode gerar mais investimentos

Sugestão foi feita no Fórum Indústria, em Gramado, nesta segunda-feira

A sinergia presente nas empresas que investem nas áreas do trabalho e meio ambiente poderia também ocorrer em relação à cultura. Esta é a sugestão do professor de Administração da USP, José Pastore, em sua palestra realizada na manhã desta segunda-feira (11), no Hotel Serrano em Gramado, durante o Fórum da Indústria: Investimento Social Privado em Cultura. Conforme o cientista social, a atenção às áreas social e ambiental das empresas não só melhoraram a imagem institucional, como incentivaram outras a entrar neste grupo."Elas ganham respeitabilidade, credibilidade e aumentam as chances de crescer no mercado competitivo. Foram criadas etiquetas que demonstram, por exemplo, o comprometimento de indústrias em renegar o trabalho infantil. Todos querem fazer parte do Clube do Bem", disse ele. "Por que não criar uma auto-regulação na cultura, como um selo cultural", concluiu.

Pastore afirmou ainda que o mercado cultural poderia gerar mais emprego e renda aos brasileiros se os incentivos fossem melhor distribuídos. "Existe uma concentração muito grande em poucos espetáculos", comentou, explicando que formalmente há mais de 800 mil pessoas trabalhando na área cultural, mas que se somados à informalidade, este número, no mínimo, dobra. "Ocorre uma tendência de investimentos do setor privado na área social", salientou.

Na abertura do evento, o vice-presidente da FIERGS, Oscar Raabe, explicou que as discussões pretendem ser um instrumento para promover a articulação entre investidores privados e o poder público, por meio da disseminação das Leis de Incentivo à Cultura. "O prestígio que a cultura e a arte de um país conquistam junto à comunidade internacional reverte-se em abertura de mercados, incremento de negócios, credibilidade‘", observou.

O secretário de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura, Roberto Nascimento, falou que os impactos do setor podem ser vistos em todas as dimensões da sociedade. "Ações culturais fortalecem e ajudam no desenvolvimento humano, seja através do acesso aos livros, aos filmes, à música, ao teatro e aos centros culturais. Elas ampliam horizontes e possibilitam oportunidades de crescimento", lembrou. A secretária de Cultura do Rio Grande do Sul, Mônica Leal, argumentou que a arte provoca o pensamento e estimula o raciocínio, "se constituindo um dos remédios mais importantes na prevenção da criminalidade".

O Fórum da Indústria: Investimento Social Privado em Cultura, promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), busca disseminar as leis de incentivo à cultura, contribuindo como facilitador e promovendo a troca de experiências e informações destes investimentos, além de ajudar no fortalecimento da atuação da indústria no contexto da responsabilidade social empresarial.

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