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Setor industrial promove discussão sobre o crack

Debates sobre prevenção, políticas públicas e terapias ao crack foram o centro do Seminário Estadual Crack, Não Condene Sua Vida, nesta terça-feira, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. "Estamos conscientes de que o crack é um problema social grave. E como problema social afeta a economia do País, provocando perdas significativas nas forças produtivas da Nação", afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, ao abrir o evento. "As drogas trazem um pesado tributo sobre o desenvolvimento social e econômico. E é neste contexto que a FIERGS, por meio do Sesi, participa da discussão e das ações para promover a qualidade de vida dos usuários", acrescentou. O seminário, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), integrante do Sistema FIERGS, é resultado de discussões que aconteceram em vinte cidades do Estado e cujas propostas foram trazidas para o encontro estadual.

A representante do Escritório Regional das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Nara Santos, apresentou o Relatório Mundial sobre Drogas 2011. Conforme o documento entre 149 e 272 milhões de pessoas no mundo (ou entre 3,3% e 6,1% da população de 15 a 64 anos) consumiram substâncias ilícitas pelo menos uma vez no ano anterior. "Estima-se que cerca da metade delas eram consumidoras habituais e o número de usuários problemáticos está estimado entre 15 e 39 milhões de pessoas", comentou. Nara disse ainda que a maconha é a droga mais consumida, entre 2,8% e 4,5% da população mundial fizeram uso da substância em 2009, seguida pelos estimulantes anfetamínico (incluindo o ecstasy), opiáceos e opióides (ópio, heroína e opióides prescritos) e cocaína. "Nos últimos anos, surgem vários novos compostos sintéticos nos mercados das drogas ilícitas. Muitas dessas substâncias são comercializadas como "drogas legais" e substitutas de drogas estimulantes ilícitas como a cocaína ou ecstasy. Dois exemplos são as piperazinas e a mefedrona, que não estão sob controle internacional", disse.

O Projeto de Prevenção ao Uso de Drogas no Trabalho e na Família, uma parceria do Sesi-RS e UNODC, também foi mostrado. Em 2011, o programa registra os seguintes números: está implantado em 66 empresas no Rio Grande do Sul; e em 27, de outros Estados do País. Também está em nove empresas da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Foram capacitados 4.140 profissionais. O Programa de Prevenção ao Uso de Drogas no Trabalho e na Família alcança cerca de 155 mil trabalhadores. Os indicadores de resultados são os seguintes: redução de cigarro: 21%, redução de álcool: 9%, redução de faltas ao trabalho: 8%, redução de atrasos ao trabalho: 32%, e redução de acidentes de trabalho: 27%.

Na ocasião foi entregue o Selo "Aqui se Pratica Prevenção", do Sesi-RS, para a empresa Metasa, de Marau. O Selo é destinado às empresas que demonstraram responsabilidade social interna e externa na área de prevenção ao uso de drogas, dando caráter permanente às atividades de valorização da vida e ações preventivas na empresa, na família e na comunidade. Na mesma oportunidade, a orquestra Sesi Metasa, composta por 46 crianças, filhos de colaboradores da empresa, tocou duas músicas e encantou o público de 600 pessoas presentes no seminário. A orquestra foi aplaudida de pé.

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