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Sindicatos industriais do plástico no Brasil debatem os desafios para a competitividade

O Programa de Desenvolvimento Associativo (PDA), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu nessa terça-feira (29), em Porto Alegre, presidentes de 13 sindicatos industriais do setor de plástico de várias regiões do País. No encontro, denominado Intercâmbio de Lideranças Setoriais, foram compartilhados conhecimentos, experiências e boas práticas, além de analisados os principais desafios para a competitividade. "É importante termos ações conjuntas para enfrentarmos os gargalos que impactam no desenvolvimento das empresas do segmento e, consequentemente, de toda a sociedade", afirmou o diretor da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) e presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplas), Jaime Lorandi.

O evento, realizado pela CNI e pela FIERGS, teve quatro pontos que nortearam as discussões: gestão sindical, defesa de interesses, negociação coletiva e serviços aos associados. "Os sindicatos precisam se reinventar e se reposicionar para representar com sucesso as empresas diante de tantos novos desafios que surgem a cada dia", salientou a gerente de Desenvolvimento Associativo da CNI, Camilla Cavalcanti. Para isso, segundo ela, o PDA oferece instrumentos para melhorar o ambiente de negócios e ampliar a competitividade das empresas. As frentes de atuação são pesquisas, cursos de gestão, ferramentas de comunicação, articulação sindical para defesa de interesses e fortalecimento da base empresarial, ente outros.

Para os sindicatos do setor de plástico brasileiro, as prioridades a serem tratadas no curto e médio prazo são ampliar a mobilização das indústrias, garantir a segurança jurídica, aprimorar o processo de negociação coletiva e aumentar a oferta de serviços aos associados. "Para isso, precisamos fortalecer a atuação sindical, o que significa em alguns momentos flexibilizar as necessidades individuais e regionais pelo bem coletivo. Hoje temos cerca de 180 grupos de interesses no setor plástico, começando pelas peculiaridades dos portes das empresas, que têm diferentes tributações, matérias-primas, processos e clientes. O esforço para falarmos como um único grupo nos fortalecerá e trará resultados positivos para todos", defendeu Lorandi.

Entre as boas práticas na área sindical, ocorreu a apresentação do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast), Edilson Luiz Deitos. O industrial, que também é diretor da FIERGS, explicou que as ações ocorrem sob a ótica de que os sindicatos não servem apenas para relações do trabalho. "Fizemos um planejamento e mapa estratégico, que são permanentemente atualizados. O objetivo é envolver as empresas do setor, parceiros e sociedade. Para isso, nossa gestão é descentralizada por meio de grupos de trabalhos", relatou Deitos. São 10 comitês com autonomia financeira, limitada às verbas alocadas no orçamento anual: inovação e governança, assuntos legais e tributários, reciclagem, programas Sustenplast, feiras e missões, desenvolvimento tecnológico e design, energia elétrica, NR-12, relações do trabalho e acompanhamento do planejamento estratégico.

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