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Tributação e burocracia são os principais entraves para o comércio entre Brasil e Alemanha

Indústria e Desenvolvimento

Os seis debatedores do Fórum “Parceria em PMEs: Ambiente de negócios e facilitação de comércio” realizado durante o 35º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA 2017), na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), foram unânimes em elencar a tributação brasileira e a burocracia dos dois países como entraves para os negócios. Como destacou a moderadora, a jornalista do Die Welt/Welt-Gruppe, Hildegard Stausberg, a questão das pequenas e médias empresas no mundo é um grande elefante branco, em que muito se discute, mas pouco é concretizado.

Para o CEO da Waelzholz Brasmetal Laminação Ltda., Andreas Reil, entender o sistema tributário brasileiro é uma tarefa extremamente complicada e que dificulta os investimentos. “Quem vem de fora tem muita dificuldade com as questões de impostos no Brasil”, alega. Para o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales de Araújo, essa percepção não é exclusiva dos estrangeiros. “Tenho mais de 40 anos como empresário e ainda não entendi esse assunto direito”, reconheceu.

Araújo contou que das 35 edições do EEBA esteve presente em pelo menos 15. Por isso foi categórico ao dizer que na questão das exportações relacionadas às PMEs, existe muita conversa, mas pouco se faz de concreto. “O que realmente precisa é promover a aproximação dos empresários e das entidades. E isso vale para os dois lados”, declarou.

O secretário especial da Micro e Pequena Empresa do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), José Ricardo da Veiga, confirmou a necessidade de reavaliação da legislação tributária. “Já foi feito um diagnóstico, mas um país como o nosso, onde ninguém entende direito sobre tributos, necessita de uma reforma estrutural”, concluiu.

Participaram também do fórum o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais – Substituto, da Receita Federal do Brasil, Luís Felipe de Barros Reche; o diretor executivo Brasil da Door2Dooor, Thiago Bueno Silva; e o membro do Conselho e chefe de desenvolvimento corporativo da Koelnmesse, Dr. C. Glasmacher. 


Crédito foto: Dudu Leal