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A crise cambial na Argentina e a redução das vendas de carne suína provocada pelo embargo da Rússia, no contexto externo; e a greve dos caminhoneiros, no contexto interno, provocaram forte retração nas exportações da indústria de transformação gaúcha no segundo trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. É o que revela a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao divulgar, nesta terça-feira (10), a Balança Comercial.

Após duas fortes quedas consecutivas em 2015 (-3,5%) e 2016 (-3,6%), a economia brasileira começa a apresentar os primeiros resultados positivos. A expectativa é de crescimento de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e de intensificação no processo de recuperação em 2018. As projeções são da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), que apresentou em entrevista coletiva, nesta terça-feira (5), o Balanço 2017 e Perspectivas 2018.

Ao somarem US$ 934 milhões em fevereiro, as exportações do Rio Grande do Sul registraram um crescimento de 8,7% na comparação com o mesmo período de 2016. O grupo das commodities aumentou 17,4% (totalizando US$ 81 milhões). Se, por um lado, a soja caiu 2%, o trigo subiu 111,8%. Já o setor industrial embarcou US$ 846 milhões – 90,6% do total exportado –, um incremento de 8,3%, o maior já registrado desde 2011 no mês, quando alcançou 21,3%. “Estamos apenas devolvendo uma parte dos prejuízos sofridos ao longo dos últimos meses.

Câmbio e taxa de juros foram os temas principais que pautaram o Fórum de Economia da FIERGS, nesta sexta-feira, em apresentações da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da entidade. De acordo com a UEE, reduzir juros e trazer a taxa de inflação para patamares mais baixos parece ser o caminho seguro que diminuirá a volatilidade da taxa de câmbio no Brasil.