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“Após um longo período de luta contra a inflação, atingimos a menor Selic da nossa história. Contudo, para que continuemos caminhando rumo a taxas de juros mais próximas de outros países semelhantes ao Brasil, é fundamental que se equilibre a situação fiscal”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao analisar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira (6), de reduzir de 7,5% para 7% a taxa de juros.

“A decisão do Banco Central já era esperada, pois na última reunião o Copom apontou a necessidade de a política fiscal se tornar mais austera antes de movimentos nos juros.
 
“O combate ao avanço dos preços deveria vir também da política fiscal, mas os governos apresentam muita dificuldade de controlar os seus gastos. Nos parece que só há uma saída plausível no curto prazo: o encaminhamento urgente de reformas estruturais pelo Congresso”, disse o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, nesta quarta-feira (2), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa Selic em 14,25% ao ano.
 
“Os resultados do PIB da economia brasileira divulgados na semana mostraram que a crise é mais intensa do que se imaginava. O fim do ciclo de aumentos nos juros é positivo, mas insuficiente para sustentar uma reversão desse quadro.
“A economia brasileira atravessa um período crítico. Para o próximo ano será necessário fazer um ajuste das contas públicas e da inflação em um ambiente de baixo crescimento.

"O Brasil enfrenta uma conjuntura preocupante, em que a inflação está elevada e o crescimento econômico permanece muito baixo. Somente a adoção de medidas estruturais, que tornem o País mais competitivo e que devolvam a confiança dos agentes na economia brasileira, poderá reverter esse quadro.

"É muito importante evitar medidas que desestimulem ainda mais os investimentos em ambientes de incertezas como o atual. Entretanto, a retomada da estabilidade é fundamental para que a atividade econômica recupere seu crescimento.

"A subida dos juros, que certamente penaliza o setor produtivo, não é a única saída para o controle inflacionário, principalmente em um momento em que o crescimento econômico já se encontra bastante debilitado. O problema é que há grande descuido pelo lado fiscal de nossa economia", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, nesta quarta-feira (28), ao avaliar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, passando de 8,5% para 9% ao ano.

"O novo aumento da Selic, em um momento de queda da produção industrial, vem no sentido de atravancar ainda mais a já lenta retomada do setor produtivo, uma vez que inibe os investimentos e a expansão da oferta, gerando ainda mais pressões de preços.

Sobre a paralisação nacional das atividades convocada para esta quinta-feira (11), a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) considera que o exercício do direito constitucional de greve é realmente valorizado quando não interfere na liberdade de ir e vir dos trabalhadores e da população em geral.