Abrameq apoia a participação de 24 associadas na Fimec 2026
Espaço da entidade na feira também contou com a presença do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) do Sistema FIERGS
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Espaço da entidade na feira também contou com a presença do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) do Sistema FIERGS
A presença da indústria gaúcha na 49ª Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, realizada de 3 a 5 de março na Fenac, em Novo Hamburgo, reforçou o protagonismo do Rio Grande do Sul em uma das principais vitrines mundiais da cadeia produtiva do calçado. Considerada a maior feira da área na América Latina e a terceira maior do mundo no segmento, a Fimec reuniu mais de 400 expositores e cerca de 20 mil visitantes do Brasil e do exterior.
Neste contexto, a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq) apoiou a participação de 24 empresas associadas, que contaram com incentivos e benefícios para apresentar máquinas e soluções tecnológicas da indústria do calçado em seus próprios estandes. Conselheiro do SinmaqSinos e da Abrameq e diretor da Máquinas Kehl, Marcelo Kehl destacou o espaço de encontro e fortalecimento de relações comerciais. A empresa, que tem 64 anos, participa das feiras promovidas pela Fenac desde 1963, sendo uma das expositoras mais longevas da história do complexo. Segundo ele, o movimento percebido indica crescimento no fluxo de visitantes em relação à edição anterior. “Quando o mercado está aquecido, fazemos negócios. Quando não está tanto, fazemos contatos. A Fimec é o momento em que todo mundo se encontra, estreita relações e prepara oportunidades futuras”, projetou.
De acordo com a diretora-executiva do Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) e da Abrameq, Cristiane Stoffel Pinheiro, a feira também amplia as conexões internacionais da indústria, com a presença de compradores estrangeiros e rodadas de negócios organizadas em parceria com entidades como Assintecal e ApexBrasil. Segundo ela, a dinâmica da Fimec reflete a própria configuração do mercado, com cerca de 70% dos negócios voltados ao mercado nacional e 30% ao mercado externo.
Outro diferencial foi a presença do Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) do Sistema FIERGS no espaço da Abrameq, orientando empresários sobre linhas de financiamento para investimento em máquinas e modernização industrial. “Ter essa orientação direta durante o evento facilita muito o diálogo com os clientes e pode acelerar decisões de investimento”, destacou. Cristiane ainda ressaltou o apoio da Abrameq a iniciativas que fortalecem a formação de novos profissionais para a indústria, como o projeto Fábrica Conceito, apresentado durante a programação.
Para o presidente do SinmaqSinos e vice-presidente da Abrameq, Marlos Schmidt, a realização reafirma a importância estratégica da cadeia coureiro-calçadista. “Durante esses dias, o mundo do sapato olha para Novo Hamburgo e para o Rio Grande do Sul. Temos aqui visitantes e compradores de diversos países – da América Latina, como Chile, Peru, Argentina e México, além de mercados como Estados Unidos, Itália e Alemanha, e também da Ásia, como China, Vietnã e Indonésia”, destacou.
Segundo Schmidt, que também preside o Conselho de Administração da Fenac, centro de eventos de Novo Hamburgo responsável pela promoção e realização da Fimec, mesmo diante de desafios como a competição internacional e as oscilações do mercado, o ambiente da feira estimula oportunidades de modernização e inovação. “Muitas vezes, em momentos de instabilidade, as empresas buscam automatizar processos, melhorar a eficiência e incorporar novas tecnologias ao chão de fábrica para se tornarem mais competitivas”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância da atividade para a economia nacional. O Brasil é o maior produtor de calçados do Ocidente, enquanto o Rio Grande do Sul lidera a geração de empregos na indústria calçadista no país.
Entre as atrações apresentadas na feira, a Fábrica Conceito demonstrou ao público o funcionamento de uma linha de produção de calçados em tempo real. Nesta edição, além da participação de diversas indústrias gaúchas, mais de 100 alunos do Senai das unidades de Novo Hamburgo e Igrejinha integraram o projeto. “A ideia é mostrar, na prática, o potencial dos nossos alunos e permitir que eles vivenciem uma experiência próxima da realidade industrial”, explicou o gerente de operações do Senai Novo Hamburgo, Alexandre Costa. Durante os três dias de programação, os estudantes produziram modelos completos de calçados, que serão destinados a ações sociais.
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