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O Sindicato das Indústrias da Alimentação e de Bebidas do Estado RS (SIAB-RS) é a entidade que encabeça o projeto Alimentos Industrializados 2030 no Rio Grande do Sul, que tem como objetivo fortalecer a indústria de alimentos em nível nacional e defender sua importância para a sociedade. No Estado, a iniciativa tem apoio do Instituto Senai de Tecnologia de Alimentos e Bebidas, IEL-RS e Sebrae RS.

A primeira ação no Rio Grande do Sul foi a live “Combatendo a desinformação sobre produtos alimentícios industrializados”, que debateu a importância dos alimentos industrializados para o consumidor e para a sociedade brasileira, demonstrando o valor nutricional, a saudabilidade e a segurança dos produtos. “Nosso objetivo é qualificar as informações disseminadas à população sobre os alimentos industrializados, que são importantes para o consumo seguro e nutritivo da sociedade. Queremos valorizar a atividade de industrialização de alimentos em nível regional e, quem sabe, nacional. São itens que seguem as boas práticas de produção e precisamos conscientizar a população sobre o tema”, declarou o presidente do Siab-RS, Marcos Oderich. 

Ele explicou que, inicialmente, o projeto será composto por três etapas. A primeira é o encontro on-line, que busca conscientizar os técnicos, proprietários de indústrias, no sentido de criar e promover uma força-tarefa para levar mais informações qualificadas aos consumidores. “E tentar tirar esse peso das nossas costas, de que estamos fazendo produtos desaconselhados para consumo humano”, defendeu. A segunda fase ocorrerá em outubro – o apoio à 5ª Jornada Técnica Alimentícia do Vale do Taquari – região importante na produção de alimentos no RS. A terceira etapa será um seminário realizado na sede da FIERGS para um público formador de opinião, acadêmicos e a sociedade em geral, de forma a conscientizar sobre a segurança alimentar e os bons atributos dos produtos do setor. 

Na sequência, o diretor de Assuntos Institucionais do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Luis Madi, informou que a instituição tem trabalhado arduamente no desenvolvimento de publicações com informações confiáveis em relação aos alimentos industrializados. Madi explica que o Ital vem elaborando e atualizando documentos técnicos sobre tendências, valor nutricional dos alimentos industrializados, ações para uma melhor sustentabilidade na produção e distribuição dos produtos e para alertar o consumidor que os produtos industrializados não são “vilões”.
A entidade organizou e digitalizou todas essas informações e lançou o site, que inclui diversos dados sobre a produção de alimentos, inclusive, com uma área dedicada a esclarecer mitos e fatos. Clique aqui para conhecer. “No início de 2024, vamos ter documentos em espanhol e inglês”, adianta. 

 

Segurança de alimentos industrializados
 

A segurança de alimentos como fator de valorização das indústrias da alimentação foi o tema abordado pela analista de serviços técnicos e tecnológicos Senai Debora da Silva Brum, que iniciou sua fala revisitando como funcionava a alimentação humana no passado, até chegarmos na atualidade, e o papel do conhecimento científico no mundo de hoje. “Precisamos esclarecer o que é um produto saudável e seguro com embasamento científico. Um alimento só é saudável se ele for seguro e a indústria tem processos para isso”, ressaltou. A analista do Senai apresentou dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), que mostram a potência e o destaque do Brasil no setor de alimentos industrializados: 58% de tudo que é produzido no campo é processado pela  indústria. Hoje, o Brasil é o segundo maior exportador mundial de alimentos industrializados em volume e o quinto em valor. 

Já a nutricionista e consultora na área de assuntos regulatórios e científicos para a indústria de alimentos e bebidas Márcia Terra abordou o impacto dos alimentos industrializados na dieta moderna, e a importância dos processos industriais para a alimentação. Ela falou sobre uma pesquisa norte-americana do International Food Information Council (IFIC), relativa ao que as pessoas pensam sobre alimentos processados: de cada quatro entrevistados, três dizem que evitam ou querem evitar alimentos nesses moldes. “Eles estão na berlinda, o dado é norte-americano, mas pode ser estendido ao Brasil. Não existem alimentos bons e ruins, mas sim, dietas equilibradas”, alertou. A pesquisa também mostra qual a principal fonte de informação sobre alimentação e as redes sociais despontam como principal meio, principalmente, Facebook, YouTube e Instagram – embora 68% considerem as informações confusas. Sobre os aspectos positivos da dieta moderna ela cita: conveniência, acesso a alimentos diversificados, fortificação e redução do desperdício de alimentos. “Possibilidades dos alimentos industrializados”, completou. 

Case de industrial

Para finalizar o evento, a química responsável pela área de Gestão de Produtos, Desenvolvimento e Inovação e pelo projeto Orquídea ECO, da Orquídea Alimentos, Sandra Vaz, apresentou o case da empresa de 70 anos de atividades, que mostra a importância dos alimentos industrializados na sociedade atual. Ela reforçou a segurança alimentar proporcionada pelas indústrias, que possibilita também a  acessibilidade a alimentos diversificados. Sandra apresentou a evolução da empresa, que começou moendo trigo em um pequeno moinho pela demanda de agricultores e hoje conta com mil funcionários. Atualmente, a Orquídea produz mensalmente 5 mil toneladas de farinha, 10 milhões de pacotes de massa, 6 milhões de pacotes de biscoito e 700 mil pacotes de pré-mistura.

quarta-feira, 13 de Setembro de 2023 - 15h15

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