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Chile vê possibilidade de incrementar a relação comercial com a indústria gaúcha

No ano passado, a corrente de comércio entre o Rio Grande do Sul e o Chile superou os US$ 655 milhões, uma elevação de 3,3% na comparação com 2018. Mesmo com este crescimento, o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, acredita na possibilidade de potencializar as oportunidades existentes para o incremento dos fluxos de comércio e investimentos, ratificando o Acordo Brasil-Chile, no fortalecimento das relações bilaterais e de investimento em integração logística. Foi o que Petry colocou como desafio ao participar de videoconferência, na tarde desta terça-feira (29), com o embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt. Na ocasião, foram debatidas formas para colaborar com esse processo de reforço comercial entre as duas regiões. “Consideramos o Chile um país estratégico na América do Sul. Este evento é mais uma atividade no fortalecimento da relação comercial, e um desdobramento da aproximação com o Chile, quando organizamos a missão empresarial, em parceria com a Sofofa (a Sociedade de Fomento Fabril chilena) e a Embaixada do Brasil no Chile, em junho de 2019”, lembrou o presidente da FIERGS.

O embaixador destacou o fato de o Chile ser o principal investidor latino-americano no Brasil, com empresas como a CPMC Celulose, que possui uma planta industrial na cidade de Guaíba. Afirmou que há espaço para um crescimento maior nos negócios, especialmente após o Acordo de Livre Comércio entre os dois países, celebrado em 2018. “O mundo pós-covid exige que todos nos reiventemos, com mais investimento produtivo e social, é um convite para repensarmos, e essa é a hora certa, durante a pandemia e pós-pandemia, para buscar novas alianças”, afirmou. Fernando Schmidt enumerou oportunidades para empresas gaúchas no Chile especialmente nos setores de mineração, indústria alimentícia, infraestrutura e energia. Ele citou também a indústria vinícola como exemplo de um setor que pode trabalhar integrado e de forma complementar, pela importância que representa para o Chile e o Rio Grande do Sul.

A diretora comercial do ProChile, instituição vinculada ao Ministério de Relações Exteriores chileno encarregada de promover a internacionalização de empresas com potencial exportador, Maria Julia Riquelme, também participou do evento, assim como a representante comercial do ProChile Belo Horizonte, Fernanda Franco. Foram apresentados os cases das empresas CPMC, Marcopolo e TN Coppers, que mantêm negócios nos dois países.

O Chile foi o sexto país de destino das exportações do Rio Grande do Sul em 2019, com mais de US$ 504 milhões, aumento de 2,98% na comparação com 2018.

Publicado quarta-feira, 30 de Setembro de 2020 - 12h12
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