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Com nova empresa associada, comitê industrial do Cedra realiza reunião para alinhamento e votação de programas

Com objetivo de atualizar o desenvolvimento do projeto e eleger novos programas, o comitê industrial do Center for Embedded Devices and Research in Digital Agriculture (Cedra) realizou sua reunião semestral nesta terça-feira (26), na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. O encontro contou com a participação de representantes das oito empresas associadas ao centro de competência em agronegócio digital da entidade, fruto de uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Essa foi a primeira reunião desde os detalhamentos envolvendo o funcionamento e a identidade visual criada para o Cedra — os elementos unem conceitos da área digital e do agronegócio, enquanto as cores mais vibrantes remetem à inovação. Além da apresentação desses tópicos, o início do encontro foi marcado pela atualização das ações em andamento no centro de competência. 

A diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta, destacou a importância das indústrias parceiras para inaugurar uma nova fase da inovação no Brasil: “O Cedra busca, a partir dessa geração de tecnologias, conseguir com que a indústria brasileira seja protagonista em inovação, especialmente o setor do agronegócio, que é tão importante no nosso PIB. É um modelo novo no Brasil, então envolve uma crença muito grande de que isso é possível. Por isso, agradeço a confiança e tenho certeza de que faremos o nosso melhor”, disse.

Durante o encontro, foram destacadas a infraestrutura laboratorial disponível às associadas e as iniciativas em desenvolvimento, como a adesão de novos equipamentos, os programas voltados à formação e à capacitação de pessoas, e a agenda prevista para os próximos meses. Os representantes das empresas também tiveram a oportunidade de votar novos programas a serem executados pelo Cedra. 

Gerente da Divisão de Tecnologia e Inovação do Senai-RS, Victor Gomes ressaltou que as análises recorrentes sobre o caminho percorrido no centro são importantes justamente porque o modelo de negócios é novo e precisa ser adaptado às especificidades brasileiras. “Além de colher os feedbacks, esses encontros servem para definirmos os próximos passos, como quais programas de pesquisa que vamos desenvolver. Quem decide isso são as empresas associadas e é a partir desses programas de pesquisa que todo o restante é construído”, explicou.

EXPERIÊNCIAS DAS EMPRESAS ASSOCIADAS
O Cedra é fruto de uma parceria entre a Embrapii e o Sistema FIERGS com o objetivo de investir no desenvolvimento de novas tecnologias (deep techs) e competências com foco em agricultura digital. Desde 2024, as operações do centro funcionam junto ao Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Sensoriamento, em São Leopoldo, sob o lema “tratar a ciência como negócio”. A partir de 2027, a iniciativa também ocupará um andar em um novo prédio que será erguido na sede do Sistema FIERGS, na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre.   

O centro funciona como uma “associação tecnológica”, onde empresas pagam uma anuidade para ter acesso a um ecossistema completo de inovação, influenciando diretamente a direção das pesquisas. O Cedra já conta com oito indústrias associadas — Bosch, Zasso, Agrosystem, Novus, Exatron, Falker, Fockink e Newon — e 48 profissionais que atuam nos projetos.

Para Sandro Santos, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Novus, a conexão entre indústria e tecnologia que o Cedra proporciona oferece inúmeras oportunidades, como a interação com outras empresas do ramo. “Também temos a oportunidade de participar de pesquisas de coisas mais a longo prazo, que dentro da empresa, às vezes, é mais difícil de colocar para frente, por estarmos muito focados com o curto e médio prazo. Aqui conseguimos colocar isso em prática, com pessoas especializadas nesses campos e tendo acesso a esse tipo de programa, o que é muito bom”, disse. 

Já Thiago Carvalho, CEO da Agrosystem, acredita que o centro ajuda a acelerar as indústrias associadas, justamente porque traz novas tecnologias que, no dia a dia, as empresas não conseguem desenvolver. “Com certeza vai trazer uma aceleração no desenvolvimento de produtos e tecnologias para o agronegócio brasileiro”, destacou.

Mais nova associada ao Cedra, a Newon teve a inclusão no ambiente de inovação tecnológica para a agricultura como grande motivador de sua participação, conforme esclareceu o diretor de Engenharia e Tecnologia da empresa, Gabriel Naves: “Esse é um mercado tão pujante, e podemos conhecer as pessoas que estão decidindo sobre quais tecnologias vão estar presentes nas soluções como um todo, além de trazer essas tecnologias para o portfólio da Newon como soluções para indústria".

Publicado Terça-feira, 26 de Agosto de 2025 - 17h17