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O Comitê da Indústria Mineral (Comin) do Sistema FIERGS encerrou as atividades de 2025 em reunião realizada nesta sexta-feira, na sede da Federação, que contou com a presença do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo. O encontro tratou das principais tendências e dos cenários econômicos e políticos esperados para o setor em 2026. 

Para Polo, apesar das dificuldades gerais em nível nacional, envolvendo legislação e restrições, no Rio Grande do Sul houve avanços significativos no setor de mineração, especialmente na percepção da sociedade, dos órgãos fiscalizadores e da imprensa sobre o tema. “Temos uma longa caminhada pela frente, mas o melhor caminho é seguir chamando as pessoas para a mesa, conversar e enfrentar os desafios para avançar em cima de um potencial que temos aqui e que a nossa economia precisa”, disse.

Complementando a fala do secretário, o diretor da FIERGS e coordenador do Comin, Eduardo Machado, salientou que “em nível de parlamento, e até mesmo do Executivo, já se percebe uma compreensão maior de que precisamos avançar. Há o entendimento de que a questão ambiental não pode ser tratada apenas como um gargalo; ela precisa ser vista como aliada e devidamente contemplada”, afirmou. 

A movimentação ocorre em um momento que os minerais críticos, como as terras raras, voltaram ao centro das discussões geopolíticas por serem essenciais à transição energética e por estarem concentrados majoritariamente na China, que domina cerca de 85% da cadeia global de processamento desses elementos. Esse cenário reacende o interesse internacional por fornecedores diversificados – papel que o Brasil tem potencial de suprir. 

Publicado sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025 - 16h16