Você está aqui

Uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, na terça-feira (27), pode definir os próximos passos para o andamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/2023, que prevê a criação de um fundo constitucional de financiamento das regiões Sul e Sudeste. A informação é do deputado federal Toninho Wandscheer (PP-PR), autor do projeto, durante reunião do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, nesta segunda-feira (26). 

A proposta, uma das prioridades da gestão do presidente Claudio Bier, sugere a criação de um fundo constitucional para o financiamento de atividades produtivas nas duas regiões, nos mesmos moldes daqueles que já existem para Norte, Nordeste e Centro-Oeste.  

O coordenador do Coap, Diogo Bier, informou que haverá um evento com a bancada federal gaúcha em 10 de junho para falar sobre a importância do fundo, e reforçou a necessidade de construir uma estratégia conjunta para auxiliar no andamento da PEC. “Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm que trabalhar mais juntos, porque os nossos anseios são muito parecidos. Precisamos de combustível para crescer e continuar gerando riqueza e produtividade”, ressaltou. 

De acordo com Toninho, após a aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a primeira urgência é instalar a comissão especial para analisar a PEC. Na visão do deputado, agora é o momento de conversar com senadores e deputados de todos os estados para explicar a importância desse recurso, que vai servir para melhorar o fluxo das empresas — gerando emprego e renda — e, consequentemente, a economia de todo o país.  

“Agora é momento de falar com os senadores e as federações do Norte e do Nordeste para mostrar que eles não vão perder. Na minha avaliação, se houver essa aproximação dos empresários e das federações com os deputados dos seus estados, a influência será muito positiva”, enfatizou Toninho.  

JORNADA 6X1
Na reunião do Coap, também foram analisados projetos que tratam de revisão da jornada de trabalho semanal, mais conhecida como 6x1. O coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) do Sistema FIERGS, Guilherme Scozziero, apresentou dados sobre as jornadas em outros países, reforçando que o Brasil não é o local com a maior escala de trabalho — são, em média, 1.709 horas por ano, ficando atrás de México, Colômbia e Estados Unidos, por exemplo.

Conforme Scozziero, a redução da jornada pode afetar o aumento da produtividade nas empresas e, por isso, é preciso que os temas estejam associados. "Redução de jornada não se faz da noite para o dia, através simplesmente de uma lei. Só vamos conseguir reduzir a jornada e isso ter um efeito real positivo na vida das pessoas se conseguirmos aumentar a produtividade”, disse o coordenador, acrescentando que é preciso disseminar informações sobre os impactos negativos da redução para as empresas e para os trabalhadores, como aumento dos custos e redução dos salários. 

Publicado segunda-feira, 26 de Maio de 2025 - 18h18