Economistas do Sistema FIERGS abordam impactos da alta de tarifas dos EUA em reunião-almoço do Sinduscon-RS
Questão fiscal do Brasil também foi abordada durante palestra realizada nesta segunda-feira
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Questão fiscal do Brasil também foi abordada durante palestra realizada nesta segunda-feira
Os economistas Marcelo Ayub e Caroline Puchale, da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema FIERGS, participaram de uma reunião-almoço promovida pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) nesta segunda-feira (21), em Porto Alegre. Durante o evento, eles abordaram os principais possíveis impactos das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na economia do Rio Grande do Sul.
Entre os segmentos produtivos mais dependentes do mercado americano, considerando a maior proporção das vendas aos EUA em relação ao faturamento, destacam-se madeira (11,2%), produtos de metal (8,4%) e celulose e papel (6,1%). Já as indústrias mais expostas à medida, ou seja, com maior percentual de vendas aos EUA em relação ao total exportado, são as dos segmentos de produtos de metal (46%), com destaque para armas de fogo dentro deste segmento (85,9%), máquinas e materiais elétricos (42,5%) e couros e calçados (19,4%), este último um setor que gera milhares de empregos no estado.
Rio Grande do Sul é o segundo estado brasileiro que mais pode sofrer os impactos da taxação, com uma possível perda de R$ 1,9 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
“A medida pode causar impactos não só na atividade econômica, mas também no emprego. A incerteza sobre o que irá acontecer é bastante prejudicial para os negócios e para a economia. Por isso, é necessário sentar-se à mesa e buscar soluções para o impasse”, afirmou Ayub. O presidente do Sinduscon, Claudio Teitelbaum, também defendeu o diálogo como caminho para minimizar os prejuízos.
Na palestra, os economistas do Sistema FIERGS também abordaram a situação fiscal do Brasil, a elevação da taxa de câmbio e dos juros. “Nosso problema é estrutural. A rigidez orçamentária e a ausência de reformas como a administrativa agravam o desequilíbrio fiscal. Isso afeta diretamente a previsibilidade e o ambiente de negócios”, ressaltou Caroline. Eles consideraram, ainda, as perspectivas de crescimento da economia em geral e do setor da construção civil nos próximos meses, elencando as principais dificuldades, entre elas, a escassez de mão de obra qualificada.
Também esteve presente na reunião o diretor da FIERGS e presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem (Sicepot), Rafael Sacchi.

