Rebelo acredita que o país pode experimentar um forte impulso de investimentos privados, promovido pelos excedentes da mineração, da energia e do agronegócio.
Foto: Dudu Leal
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
O ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo afirmou, durante a palestra As Mazelas dos Governos e Como Vencê-las, realizada no Sistema FIERGS nesta sexta-feira (5), que o Brasil tem condições de ser o país “mais bem preparado do mundo” para enfrentar os desafios contemporâneos.
“Se considerarmos os maiores desafios de hoje, como a necessidade de segurança alimentar, segurança energética e acesso a minerais raros, nenhum país está tão bem-posicionado quanto o Brasil. Nós temos tudo, conseguimos fazer tudo com rapidez. O Brasil surpreende. É um país vitorioso”, declarou, destacando exemplos como a atual produtividade agrícola no Cerrado, terra antes desacreditada, e os potenciais das riquezas minerais da Amazônia.
Ele criticou, entretanto, os obstáculos burocráticos que, na visão dele, travam novos investimentos, mencionando o excesso de licenciamentos, a judicialização de ações, o envolvimento do Supremo Tribunal Federal (STF) em questões legislativas e o bloqueio provocado por “atores que impedem o desenvolvimento do país”. “Isso torna o Brasil ingovernável”, disse. O ex-ministro também apontou a insegurança jurídica e institucional como parte do problema. “O Brasil não tem soberania política na área ambiental, por exemplo. A lei do Congresso sobre o Marco Temporal (tese jurídica que tenta definir até onde vão os direitos territoriais indígenas no Brasil) e a decisão do Supremo que a revoga demonstram isso”, afirmou. Ele acrescentou ainda que o crime organizado e a corrupção precisam ser enfrentados para que haja avanço sustentável.
Superadas essas barreiras, Rebelo acredita que o país pode experimentar um forte impulso de investimentos privados, promovido pelos excedentes da mineração, da energia e do agronegócio. “Um excedente capaz de recolocar o Brasil como um país relevante na indústria de alta tecnologia. Com o desbloqueio do desenvolvimento, isso é possível”, concluiu.
O evento foi promovido por Sistema FIERGS, Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do RS (Sinduscon-RS), Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no Estado do RS (Sicepot-RS) e Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE).

