O II Encontro de Investidores do Setor de Energia Eólica no Rio Grande do Sul, promovido pelo Sindienergia-RS e pela FIERGS, em parceria com governo do Estado, Invest RS e Portos RS, ocorreu na tarde desta quarta-feira (10), na sede da Federação. O evento reuniu representantes do setor produtivo, governo e empresas com o objetivo de fortalecer o ambiente de negócios e impulsionar o desenvolvimento da energia eólica no estado, incluindo iniciativas voltadas ao potencial offshore.
Na abertura, o coordenador do Conselho de Articulação Política (Coap) do Sistema FIERGS, Diogo Bier, destacou o papel estratégico da transição energética para o futuro do país. “Um Brasil mais justo passa pela transição energética e pela competitividade. Somos o país com a melhor matriz energética, o que nos potencializa como sociedade”, afirmou. Ele ressaltou que “a diversificação da matriz energética e o potencial de geração de energia em eólicas offshore pode virar o jogo para o Rio Grande do Sul”.
A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, reforçou a conexão entre desenvolvimento industrial e segurança energética. “Não existe industrialização sem energia. E não existe futuro industrial sem energia limpa e estável”, destacou. Daniela ainda lembrou que a transição energética depende de formação técnica e qualificação profissional. “Que esse encontro seja mais um passo para transformar o potencial em realidade concreta para o nosso estado”, completou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, afirmou que o trabalho da pasta prioriza a criação de condições de estabilidade para novos investimentos. “O Rio Grande do Sul vem avançando em uma agenda pró-desenvolvimento, ampliando oportunidades e abrindo um amplo campo para novos projetos em energias renováveis”, afirmou. Ele reforçou que há diversos projetos em andamento no estado, incluindo investimentos relacionados a data centers, que demandam alto consumo energético.
O presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, apresentou um balanço do primeiro ano de atuação da agência, incluindo iniciativas, modelo de governança e estratégias para atração de investimentos. “Um projeto de investimento não acontece da noite pro dia”, disse, enfatizando a importância da aproximação entre empresas e oportunidades oferecidas pelo estado.