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A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), que representa cerca de 52 mil indústrias gaúchas, defende o avanço, a aprovação e a implantação do projeto da usina termelétrica de Rio Grande, considerado essencial para a segurança energética, a geração de empregos, a expansão industrial, a atração de investimentos e o aumento da arrecadação na metade sul do estado.

Em carta divulgada nesta terça-feira (16), a entidade afirma ser “inadmissível” que um investimento privado da ordem de R$ 6 bilhões permaneça represado por entraves burocráticos e administrativos. “A morosidade provocada pelas disputas judiciais, já apreciadas favoravelmente em primeira instância, cria um cenário de insegurança jurídica que compromete a competitividade industrial e afasta investimentos estratégicos do Rio Grande do Sul”, destaca o documento.

A FIERGS defende que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Judiciário gaúcho confiram tratamento prioritário e adotem um processo decisório célere, técnico, transparente e isento para a aprovação do empreendimento. Segundo a entidade, a usina, abastecida por gás natural – a fonte mais limpa entre os combustíveis fósseis –, é estratégica para a transição energética, assegura geração firme e estável ao Sistema Interligado Nacional, amplia a segurança energética do estado, atende a rigorosos padrões de engenharia, tecnologia e segurança ambiental e é fundamental para a modernização da matriz energética e o desenvolvimento sustentável do RS.
 

Em favor da aprovação e implantação da Usina Termelétrica de Rio Grande
 

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), entidade representativa do setor industrial gaúcho, manifesta publicamente seu apoio integral ao avanço, aprovação e implantação do projeto da Usina Termelétrica de Rio Grande, empreendimento essencial para a segurança energética e para o desenvolvimento econômico da Metade Sul e de todo o Estado.

A FIERGS considera inadmissível que um investimento privado de grande porte — estimado em cerca de 6 bilhões de reais e com potencial de transformar profundamente a economia regional — permaneça represado por entraves burocráticos e administrativos.

A morosidade provocada pelas disputas judiciais, já apreciadas favoravelmente em primeira instância, cria um cenário de insegurança jurídica que compromete a competitividade industrial e afasta investimentos estratégicos do Rio Grande do Sul.

A Federação conclama a ANEEL e o Poder Judiciário gaúcho a conferir tratamento prioritário ao tema, garantindo um processo decisório célere, técnico e isento — princípios essenciais ao fortalecimento do ambiente de negócios.
O abastecimento da usina por Gás Natural, fonte mais limpa entre os combustíveis fósseis, insere o Rio Grande do Sul na rota da transição energética global, fortalecendo a sustentabilidade da matriz e garantindo geração firme e estável ao Sistema Interligado Nacional.

Para a indústria gaúcha, atualmente limitada pelas restrições do Gasbol e que depende de fornecimento de energia confiável, competitiva e previsível, o empreendimento representa um salto estratégico na medida em que: permitirá a chegada de mais gás ao RS, reforçando a segurança energética do Estado; reduzirá vulnerabilidades operacionais; aumentará a atratividade para novos investimentos; e criará condições reais para a expansão de clusters industriais de maior intensidade tecnológica.

A implantação da Usina Termelétrica de Rio Grande terá efeitos multiplicadores em toda a cadeia de desenvolvimento da Região Sul, destacando-se:

  • Impulso ao Polo Logístico Pelotas–Rio Grande - O fortalecimento da infraestrutura portuária, de armazenagem e dos serviços offshore consolidará o eixo como corredor estratégico para operações industriais, portuárias e de comércio exterior.
  • Geração de Empregos e Formação de Capital Humano - O empreendimento criará dezenas de empregos diretos altamente qualificados, centenas de vagas indiretas e induzidas, além de oportunidades de capacitação profissional e atração de novos talentos.
  • Expansão Industrial e Atração de Empresas - A disponibilidade contínua e competitiva do Gás Natural funcionará como vetor de atração industrial, viabilizando novos empreendimentos intensivos em energia e fomentando cadeias produtivas de alto valor agregado.
  • Ampliação da Arrecadação e Benefícios Sociais - O aumento da arrecadação de ICMS e ISS fortalecerá a capacidade do Estado e dos municípios da região de investir em áreas essenciais ao bem-estar da sociedade gaúcha.

A FIERGS reconhece que o projeto atende a rigorosos padrões de engenharia, tecnologia e segurança ambiental. Por isso, reforça a necessidade de que o processo decisório se mantenha estritamente técnico, transparente e alinhado às normas já estabelecidas, evitando atrasos que prejudiquem o interesse público.

O desenvolvimento da Região Sul não pode continuar sendo postergado por obstáculos administrativos incompatíveis com a urgência e a relevância econômica do empreendimento.

A FIERGS reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, a competitividade industrial e a modernização da matriz energética gaúcha. A aprovação célere da Usina Termelétrica de Rio Grande é não apenas desejável, mas necessária para garantir o futuro econômico do Rio Grande do Sul.
 

Publicado Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025 - 11h11