Em sua apresentação, Lacerda contou a história centenária da CMPC no ramo da celulose e explicou detalhes sobre o novo projeto Natureza CMPC, que envolve aporte de R$ 27 bilhões — o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul e que teve seu valor reajustado em R$ 3 bilhões desde o anúncio, segundo Lacerda. O projeto está ancorado em quatro pilares de desenvolvimento (silvicultura sustentável, infraestrutura logística, produção industrial avançada e práticas de conservação ambiental e cultural) e prevê a instalação de uma nova unidade industrial em Barra do Ribeiro.
O diretor-geral de celulose da CMPC enfatizou que o projeto envolve muito mais do que uma nova fábrica, gerando melhorias também na infraestrutura portuária e rodoviária do RS, além de um importante impacto social e ambiental. A planta terá capacidade anual de 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, matéria-prima para a fabricação de diferentes tipos de papéis, embalagens e produtos higiênicos.
“Quando essa planta estiver operando, teremos de 5 mil a 6 mil novos empregos, e precisaremos treinar essas pessoas. Tudo isso está mapeado para que, a partir do ano que vem, essas pessoas sejam identificadas, formadas e contratadas. A ideia é dobrar a produção e fazer com que a fábrica comece a rodar em meados de 2029”, detalhou.
Representando o cooperativismo e as cooperativas gaúchas, o presidente da Cotrijal compartilhou sua visão sobre os desafios, oportunidades e ambições para o Rio Grande do Sul. Manica explicou o sistema cooperativo e apresentou a Soli3 — associação entre a Cotrijal, com sede em Não-Me-Toque, a Cotripal, de Panambi, e a Cotrisal, de Sarandi, que vai construir uma nova indústria para processamento de soja, com planta para produção de biodiesel em Cruz Alta.
De acordo com Manica, o projeto da nova indústria tem investimento de R$ 1,25 bilhão, com capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia (50 mil sacas de soja/dia). A iniciativa deve gerar, posteriormente, 150 empregos diretos e mais de 500 indiretos. “Criamos este projeto para partir para a industrialização da cadeia da soja. Este é o início de uma intercooperação que poderá levar a muitos outros projetos entre as três cooperativas e com as demais. Precisamos recuperar o Rio Grande do Sul com projetos e desafios. Este projeto vai gerar muita renda e retorno para o nosso estado”, apontou o presidente da Cotrijal.