Primeiro dia de Torneio de Robótica agita a FIERGS com criatividade e aprendizado na prática
Torneio Regional FTC e FLL destaca o protagonismo estudantil e o trabalho em equipe como pilares do aprendizado tecnológico
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Torneio Regional FTC e FLL destaca o protagonismo estudantil e o trabalho em equipe como pilares do aprendizado tecnológico
Gritos de guerra e sirenes sinalizando o início das partidas tomaram conta do Pavilhão de Exposições da FIERGS nesta segunda-feira (10), primeiro dia do Torneio Regional de Robótica FTC e FLL, promovido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), integrante do Sistema FIERGS. Nas arenas de competição, estudantes do Ensino Fundamental e Médio deram vida a protótipos programados para cumprir missões, enquanto nos bastidores o clima era de cooperação e euforia. Foram 34 equipes, 25 da First Lego League (FLL) e 9 da First Tech Challenge (FTC), vindas de várias cidades gaúchas, incluindo times das Escolas Sesi de Ensino Médio de Gravataí e Sapucaia do Sul, bem como alunos do Contraturno do Sesi-RS.
ALÉM DOS RESULTADOS
Quem participa garante que a competição envolve muita estratégia e paciência. Na FTC, equipes como a BahTech, de Gravataí, testavam e ajustavam seus robôs entre uma partida e outra, corrigindo pequenos detalhes e buscando outras abordagens para evitar penalidades e otimizar os movimentos. Em volta, os colegas vibravam a cada rodada, reforçando o espírito coletivo que move a competição.
A vice-diretora tecnológica da escola, Cláudia Germano, explica que cada etapa do torneio vai muito além do jogo: “Há duas grandes áreas de atuação nas equipes: a engenharia, que trabalha montagem e programação, e a gestão, que cuida da comunicação, finanças e das ações de impacto social. A BahTech, por exemplo, realiza oficinas em escolas públicas e incentiva novos grupos a começarem na robótica”.
Evellyn Bellettini, 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio e integrante da BahTech, conta que o grupo entende seu papel para além do resultado das partidas. “A gente quer levar inovação para outras pessoas, mostrar o que aprendemos e ajudar escolas que estão iniciando na robótica”, disse.
Parecia final de campeonato, mas era só a primeira partida-treino da equipe. Ao redor da arena, gritos de guerra. “Bah Tech! Bah Tech!” No início, a tensão dominou o time: uma sequência de faltas comprometeu o desempenho e a vitória escapou. Instrutores observavam cada detalhe, atentos aos movimentos dos robôs. Foi aí que uma colega, com a calma de quem já entendeu a lógica da competição, passou a orientar o grupo: “Posiciona o robô e tira a mão, posiciona e tira a mão”. Funcionou: na rodada seguinte, veio a redenção.
O segundo confronto terminou empatado, 43 a 43, mas com sabor de vitória. Desta vez, a BahTech enfrentou duas equipes sozinha e demonstrou que aprendeu com os erros. Matheus Heyde, 17 anos, do 2º ano do Ensino Médio, resumiu a lição do dia: “No primeiro jogo-treino, percebemos que o mais importante é não levar falta."
EMPOLGAÇÃO
Ali pertinho, a equipe TchêStorm, da Escola Sesi de Ensino Médio de Sapucaia do Sul, ajustava seu robô sob o olhar atento do vice-diretor tecnológico da unidade, Otoniel Felipe da Silva, que destacou o esforço coletivo dos alunos. “O pessoal está muito empolgado”, observou, apontando também o número de integrantes da equipe, composta por cerca de 23 alunos.
Entre os estudantes da equipe está Renata Kopplin, 15 anos, que atua na área de administração. O interesse pela robótica nasceu dentro de casa: o irmão, Rafael, foi aluno do colégio e integrante da equipe, onde “fazia de tudo um pouco”. No início, Renata dizia para a mãe que não queria saber de robôs, mas acabou aceitando o convite para ajudar na parte de gestão e hoje é uma das mais envolvidas. “Eu estou confiante, a expectativa está alta pro torneio”, contou, entre ajustes e testes de última hora no robô.
A equipe também mantém ações sociais, chamadas de “conexões”, que aproximam a robótica da comunidade. Entre as iniciativas, estão oficinas de robótica em escolas públicas de Sapucaia do Sul e campanhas de arrecadação de brinquedos.
PEQUENOS ROBÔS, GRANDES IDEIAS
A mesma empolgação podia ser sentida entre os mais jovens da FLL, que reúne alunos de 9 a 15 anos. Luiz Kainã, 13 anos, do Contraturno Sesi Bento Gonçalves, acompanhava atentamente as missões do time Vinibóticos. “Está sendo muito legal participar dos testes, ver o desempenho da equipe. Estou envolvido com a robótica há mais ou menos um ano, e esse é o meu primeiro torneio”, contou, animado.
Os jovens, liderados por dois adultos, técnicos da equipe, precisam trabalhar em sintonia tendo como base Valores Essenciais (Core Values) como respeito, ganho mútuo e competição amigável. Seguindo regras específicas para cada temporada, eles constroem robôs baseados na tecnologia Lego Spike Prime, que devem ser programados para cumprir uma série de missões.
Nesta terça-feira (11), as equipes voltam à arena para as rodadas finais e premiações, encerrando dois dias de imersão em ciência, criatividade e trabalho coletivo.


