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Brasil não pode ser "paraíso das corporações", afirma Müller

Institucional

"Hoje, é uma noite de comemoração. Mesmo assim, não posso deixar de dizer que temos, todos, um novo desafio a enfrentar. O que nos preocupa no atual momento brasileiro é o grave risco que estamos passando de o Brasil se transformar em um paraíso das corporações. Nesses 75 anos de trabalho, nunca a FIERGS vivenciou uma situação como esta criada nas últimas semanas, quando uma onda de greves assolou a Nação. E agora é anunciado um calendário de paralisações. É urgente uma tomada de posição", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, na cerimônia de aniversário da entidade, realizada nesta terça-feira (14).

O presidente da FIERGS lembrou ainda que, ao longo do tempo, foram se acumulando privilégios concedidos pelo setor público, "sem se dar conta que, mais adiante, como ocorre hoje, se tornaria refém daqueles mesmos grupos beneficiados por suas liberalidades". O poder instalado em áreas essenciais dos serviços à população "vem provocando uma verdadeira corrida corporativista para ver qual categoria consegue mais direitos para si, sem a mínima contrapartida de deveres, nem respeito aos limites da sociedade. Sociedade que não pode mais se submeter ao domínio dessas minorias".

No final, avaliou Heitor José Müller, quem sempre paga é o contribuinte. "Faz-se necessário enfrentar a urgência de um Brasil moderno, no qual os privilégios são substituídos por recompensas reais pelos méritos efetivamente demonstrados na prestação dos serviços públicos, através de regras claras, equilibradas e sérias. Um Brasil mais justo em sua carga tributária, devolvendo aos cidadãos a contrapartida eficiente pelos impostos cobrados", reforçou. Nessa luta para libertar o Brasil do domínio do corporativismo, disse, "contamos com a CNI, e especialmente com a liderança do companheiro Robson Braga de Andrade, apoiado por sua diretoria. Para simbolizar a nossa fé no Brasil que sonhamos e queremos, entrego, em nome da indústria gaúcha, ao presidente Robson Braga de Andrade, a escultura exclusiva da FIERGS, intitulada O Gaúcho Empreendedor".

O presidente da CNI afirmou que a FIERGS foi uma das primeiras federações criadas no País e fez parte do grupo que impulsionou o desenvolvimento econômico e social do Brasil. "O Rio Grande do Sul é um dos Estados mais industrializados e isso passa pelo trabalho da FIERGS", salientou. Robson Braga de Andrade disse também estar confiante no crescimento da economia brasileira. "Apesar dos problemas já conhecidos, temos avançado. Os investimentos aumentaram em inovação, tecnologia e aprimoramento profissional. Temos condições de ser uma grande potência".

No evento de comemoração dos 75 anos da FIERGS, Müller afirmou que a atual luta da entidade é pela livre iniciativa. "A luta é para produzir cada vez mais e melhor. A luta pelo direito de crescer. É a luta pela geração de oportunidades através do setor privado. Nossos adversários são a burocracia, a carga tributária, a visão distorcida de alguns de que as empresas são um mal necessário. Acima dessas batalhas, há uma contenda maior do que todas: a luta pela liberdade de empreender", afirmou o presidente da FIERGS.

A FIERGS foi criada em 14 de agosto de 1937. Hoje tem 114 sindicatos industriais filiados, que representam 41 mil fábricas em atividade no Estado. Estas, por sua vez, empregam diretamente 600 mil pessoas. A base temática de atuação da entidade é estruturada, atualmente, em nove conselhos, que tratam de assuntos específicos, tais como relações do trabalho, comércio exterior, infraestrutura, meio ambiente, responsabilidade social, articulação parlamentar, pequena e microindústria, tributários, legais, inovação e tecnologia, além de comitês de petróleo e gás, base florestal e moveleira, carvão mineral e defesa e segurança.