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Encontro de negócios reúne empresários chineses e gaúchos

Negócios

O potencial econômico e as oportunidades comerciais marcaram o "Encontro de Negócios China − Rio Grande do Sul", realizado pela FIERGS e pelo governo do Estado, nessa terça-feira (20), em Porto Alegre, com a participação de lideranças empresariais e políticas. "O objetivo maior dessa iniciativa é fortalecer as relações entre o Estado e a China, numa perspectiva bilateral estratégica e equilibrada. O evento é um dos resultados da missão empresarial e governamental realizada àquele país no final do ano passado", afirmou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. O governador Tarso Genro salientou que esta relação pode "nos colocar em um novo patamar de relacionamento internacional. E que, através de intercâmbio comercial, complementariedade produtiva e associação de nossas empresas, possamos tornar nossos povos cada vez mais felizes".

Na visão da FIERGS, a relação bilateral entre a China e o Rio Grande do Sul já se consolidou no âmbito comercial. Em 10 anos, as exportações gaúchas para o país asiático aumentaram 6,5 vezes, passando de US$ 710 milhões para US$ 4,5 bilhões. E as importações cresceram 11,3 vezes, indo de US$ 108 milhões para US$ 1,2 bilhão. Devido a esta trajetória crescente, em 2013 a China se tornou o principal parceiro comercial do Estado, sendo o primeiro destino das nossas exportações e a quarta origem das importações gaúchas.

A diversificação da pauta de produtos vendidos para a China também foi abordada pelo presidente da FIERGS. "Ainda está muito concentrada em commodities do complexo soja (83%) e tabaco (10%). Já os produtos chineses que compramos são de maior valor agregado, tais como máquinas e suas partes, equipamentos elétricos, autopeças, material de transporte, pneus, e fertilizantes, entre outros", afirmou, destacando que essa relação pode ser ampliada, tendo em vista as atuais demandas de investimentos, de cooperação, e, sobretudo, em função do novo nível de consumo do povo chinês, cuja classe média de consumidores deverá chegar a 1 bilhão em seis anos. "Frente a essa realidade prevista, acreditamos na força da nossa indústria, que é a segunda mais diversificada do País, dispondo de 22 segmentos fabris, desde a agroindústria de alimentos até a microeletrônica", reforçou Müller.

Em relação aos investimentos, o industrial disse que "são muito bem-vindos aqueles que contribuam para complementar, agregar valor, e aumentar a tecnologia das cadeias produtivas existentes em segmentos como a agroindústria, o automotivo e de autopeças". Como exemplo, lembrou da chegada da fábrica chinesa de caminhões Foton no Estado. "Da mesma maneira, interessam os investimentos em áreas de produção de energia elétrica e gás a partir do carvão, além das fontes renováveis", enumerou.

Representando a comitiva chinesa, o secretário-geral adjunto da Comissão de Economia e Informática da Província de Shandong, Wang Zhaochun, apresentou dados da economia local, como a taxa média de crescimento acima de 9% ao ano. "Queremos alavancar as relações econômicas e comerciais entre as duas regiões, apresentando nossas potencialidades e oportunizando parcerias de negócios".

Rodadas de negócios - Após o seminário, representantes de 15 empresas chinesas e 51 gaúchas se reuniram para tratar de negócios e parcerias. A comitiva do país asiático era dos setores de tecnologia da informação e comunicação, logística, biotecnologia, químico, energia, petroquímica, usinas térmicas a carvão, infraestrutura (ferrovias, pontes, túneis, portos e dragagens), entretenimento e cultura. O valor envolvido nas negociações ficou em torno de US$ 600 mil.

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