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Indústrias gaúchas preparam-se para acordo comercial com o México

Relações Internacionais

Na área de comércio exterior, os acordos comerciais do Brasil com o México e do Mercosul com a União Européia estão entre as prioridades da indústria do Rio Grande do Sul para o ano de 2011. Para tratar do tema, o diretor do departamento da Aladi e Integração Econômica Regional do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Roberto França, se reuniu nesta segunda-feira, dia 24, com o presidente da FIERGS, Paulo Tigre e também participou de um encontro de trabalho com representantes de 11 setores da economia gaúcha.

Durante as tratativas, o ministro recebeu da FIERGS um estudo com o posicionamento do Estado em relação a cinco acordos comerciais que estão em trâmite no Itamaraty: do Brasil com o México e do Mercosul com a Índia, África do Sul, Egito e União Européia. "A diversidade da produção industrial do Rio Grande do Sul faz com que tenhamos uma presença muito forte em diversas áreas da manufatura exportadora do Brasil. Neste estudo, há uma minuciosa análise das nossas potencialidades e nossas sensibilidades", disse o presidente da FIERGS, durante o encontro.

A reunião teve foco no tratado bilateral do Brasil com o México, que tem sua primeira reunião a partir do dia 28 de fevereiro. "É essencial o diálogo entre o governo e a iniciativa privada para que possamos fazer uma boa negociação. A amplitude deste acordo é enorme", declarou França, que assistiu a uma apresentação sobre a relação comercial do Rio Grande do Sul com o país que divide com o Brasil a hegemonia econômica da América Latina.

MÉXICO − Segundo país mais populoso da América Latina, o México tem 112 milhões de habitantes, PIB de US$ 1,54 trilhão e uma corrente comercial de US$ 464 bilhões com o Brasil. No caso do Rio Grande do Sul, o Estado importa do México principalmente veículos, com 87% de participação. Já as exportações do Estado para o México são principalmente de veículos e material de transporte(28%) e máquinas e equipamentos(24%). Em 2010, os gaúchos importaram do México US$ 303 milhões e exportaram US$ 250 milhões.