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Oportunidades de negócios entre o Estado e a União Europeia são apresentadas

Negócios

"O objetivo maior deste encontro é o de fortalecer os tradicionais vínculos de cooperação entre o Rio Grande do Sul e a União Europeia, com foco na prospecção e promoção de novas oportunidades comerciais e de investimentos. Essa é uma região estratégica para o Rio Grande do Sul e para a FIERGS. Há muitos anos nossa entidade preza por realizar projetos estratégicos e ações pontuais com a Comissão Europeia e com os diferentes países que integram o Bloco europeu", destacou o presidente da FIERGS, Heitor José Müller, na abertura do seminário Oportunidades de Comércio e Investimento − União Europeia e Rio Grande do Sul, na sede da entidade, nesta quinta-feira (5).

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Ana Paula Zacarias, declarou que o Brasil é um parceiro estratégico para a região e deseja tornar essa relação mais concreta e dinâmica. Ela também comentou a situação do continente europeu. "A inovação é a única alternativa para sairmos da crise, que já está sendo ultrapassada pelos nossos países", afirmou.

Já o vice-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Aloísio Nóbrega, apresentou o potencial econômico e de investimentos de 16 setores estratégicos para o Rio Grande do Sul, que inclui a indústria oceânica, biodiesel, fotovoltaica e semicondutores. Outro destaque, segundo ele, é na área de energia eólica, com 11% do potencial de ventos no Brasil gerados no Rio Grande do Sul.

O evento contou ainda com apresentações do chefe-adjunto do setor comercial da Delegação da União Europeia (UE) no Brasil, Pedro Santos, que destacou as oportunidades de negócios com o bloco, maior investidor no Brasil. Representantes de países europeus, como Finlândia, Espanha, Holanda, Bélgica, Polônia e República Tcheca, abordaram as áreas destaques para parcerias empresariais. O assessor para assuntos comerciais dos Países Baixos, Luiz Bueno Freitas Filho, relatou a especialização holandesa em serviços e tecnologias de logística. Mais de 800 empresas estrangeiras enviam estoques para seus clientes europeus a partir da Holanda, tais como Nike, Boeing, Adidas, Cisco, Nec, Samsung e John Deere. Os portos marítimos, aeroportos, ferrovias e estradas tornam a Holanda um lugar estratégico para estabelecer um nó central de distribuição europeia.

Já o chefe de missão da embaixada finlandesa, Juha Savolainen, relatou que as tecnologias limpas são o alvo de mais de um terço de todos os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento. O volume de negócios das empresas nesse setor chega a R$ 75 bilhões por ano. Na Bélgica, conforme a conselheira comercial do consulado-geral, Maria Laura Maron-Pot, a agroindústria é o grande motor da economia, representando 52% do faturamento das exportações, em 2012. A Espanha, por sua vez, está em primeiro lugar como operador europeu de telecomunicações integradas, disse o chefe do escritório econômico e comercial da embaixada espanhola, Fernando Salazar Palma. Salientou ainda que o país é tem a segunda maior rede de alta velocidade, ficando apenas atrás da China.

Infraestrutura − Após o evento, a embaixadora Ana Paula Zacarias foi recebida por Heitor José Müller. Em pauta, assuntos como a logística, a situação das rodovias e das hidrovias brasileiras, e a relação entre o Rio Grande do Sul e o bloco europeu. Ana Paula Zacarias também informou sobre o projeto de fibra ótica que pretende ligar Lisboa a Recife, com a possibilidade de se estender até outros Estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. "O trabalho ainda está em fase de planejamento, mas é um projeto que beneficiará a Europa, o Brasil, mas também a América do Sul como um todo", informou Ana Paula. Ela também declarou que trabalha para mostrar o valor da União Europeia como bloco, ao invés de cada um de seus países de forma individual.