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Política industrial é um grande passo para o desenvolvimento, afirma Tigre

Desenvolvimento

Presidente da FIERGS salienta que há prazos e metas a atingir

A nova política industrial anunciada pelo governo federal é um passo importante em direção ao fortalecimento e desenvolvimento econômico e social do Brasil, segundo análise do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre. "As propostas estão dentro de um planejamento estratégico, onde metas e prazos foram estabelecidos, algo que há muitas décadas não acontecia", afirmou o industrial, que acompanhou o lançamento oficial da Política de Desenvolvimento Produtivo, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12).

Na avaliação de Tigre, a iniciativa do governo demonstra a importância do setor industrial na trajetória de crescimento da economia, colocando-o como um dos elementos-chave da estratégia de desenvolvimento do país. As propostas têm como objetivo garantir condições para o aumento da produção, da competitividade e da presença do Brasil no comércio internacional. "Vamos contribuir de forma propositiva para aperfeiçoá-las", garantiu Tigre. São quatro metas para os próximos dois anos e abrangem áreas estratégicas (complexo da saúde, energia, tecnologias da informação e da comunicação, indústria de defesa, nanotecnologia e biotecnologia), de aumento da produtividade (entre elas, bens de capital, têxtil, móveis, calçados, agroindústria, plástico, construção civil) e de consolidação mundial (aeronáutica, mineração, siderurgia, papel e celulose, petroquímica e carnes).

Para o presidente da FIERGS, o governo demonstra conhecer a realidade e as necessidades do segmento industrial ao incluir na Política de Desenvolvimento Produtivo ações de estímulo à inovação e ao aumento da inserção brasileira nas exportações mundiais, de 1,15% para 1,25%, até 2010, principalmente das micro e pequenas empresas. No caso das vendas internacionais, ele explica que esta medida atende ao perfil do Rio Grande do Sul. A participação dos empreendimentos gaúchos de micro e pequeno porte no total das empresas exportadoras é de 54%, enquanto no Brasil elas respondem por 52%. "A tradição gaúcha no comércio exterior pode garantir uma resposta eficiente a este estímulo", avalia o industrial.

Com a meta do governo de aumentar em 10% o número de micro e pequenas empresas exportadoras, o Rio Grande do Sul deverá ter mais 150 empreendimentos nesse porte. Atualmente, o Estado concentra 13% desses segmentos que são voltados ao comércio internacional. "Somos o terceiro Estado exportador do país e, nesse caso, uma política direcionada ao comércio externo não pode negligenciar a resolução dos principais entraves para essa atividade", declara o presidente da FIERGS, destacando a necessidade de ampliação dos incentivos à expansão da indústria de alta tecnologia (em especial as de equipamentos de rádio, TV e comunicação, instrumentos médicos de ótica e precisão e material de informática) e a inserção do agronegócio com maior valor na cadeia de produção (carnes industrializadas, óleo e farelo de soja e biocombustíveis). "O Rio Grande do Sul participa com apenas 1,9% das vendas externas brasileiras com produtos de alta tecnologia", observa Tigre, salientando as parcerias que serão realizadas com universidades e centros tecnológicos para mudar este índice, uma ação prevista na política industrial.

Em relação à meta de aumentar a participação dos investimentos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 18,6% para 21% até 2011 é factível, desde que cresçam 7,8% ao ano, afirma Tigre. O industrial explica que para isso será imprescindível reduzir os gastos públicos e diminuir a taxa básica de juros (Selic) e desonerar o investimento privado, principalmente em bens de capital. Neste último item o Rio Grande do Sul poderá ser contemplado, pois a indústria gaúcha de bens de capital representa 10,3% do total nacional e 31% do PIB industrial do Estado. "Não podemos esquecer esquecer das reformas para modernizar tanto a parte trabalhista quanto a fiscal. Aí sim teremos uma competitividade só