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Ao somarem US$ 1,3 bilhão em setembro, as exportações do Rio Grande do Sul fecharam com uma queda de 37,9% em relação ao mesmo mês de 2015. Considerando apenas a indústria, que alcançou US$ 1,07 bilhão e representou 82,4% do total embarcado pelo Estado, a retração chegou a 33%. O resultado foi bastante influenciado pelo desempenho atípico do ano passado, em função da exportação de uma plataforma de petróleo e gás (P-67) no valor de US$ 394,1 milhões.
 
Puxadas pelas commodities, que somaram US$ 582 milhões, um crescimento de 16,4%; e pela indústria de transformação, com US$ 1,16 bilhão (+8%), as exportações totais no Rio Grande do Sul alcançaram US$ 1,75 bilhão no último mês, um incremento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Este resultado foi favorecido pelo maior número de dias úteis em agosto de 2016 (23) na comparação com 2015 (21). “Seguimos enfrentando dificuldades para aumentar nossas vendas no exterior.

Para "recompor os vínculos com um Estado tão importante como o Rio Grande do Sul", segundo declarou o próprio diplomata, o cônsul-geral da Argentina, Carlos César García Baltar, esteve reunido nesta sexta-feira, na FIERGS, com o presidente da entidade, Heitor José Müller. "O Estado tem muita importância geopolítica e econômica, e um setor industrial poderoso. Precisamos contribuir para tentar melhorar as relações", comentou Baltar, que está em sua segunda passagem por este cargo em Porto Alegre.

Com 750 mil pares de calçados aguardando liberação e centenas de carretas com produtos alimentícios retidas na alfândega, a indústria gaúcha continua a sofrer fortes consequências das barreiras impostas pela Argentina aos produtos brasileiros. "Enquanto o Brasil é superavitário no intercâmbio com aquele país, o Rio Grande do Sul tem déficit na sua balança.

As constantes e cada vez mais restritivas barreiras enfrentadas pelos exportadores brasileiros em suas relações de comércio com a Argentina formam um cenário de insustentável perda financeira e crescente tensão política. Os vários aspectos dessa realidade serão analisados por renomados especialistas dos dois países no seminário "A realidade econômica e as perspectivas comerciais da relação Brasil-Argentina".

"Acredito que uma série de problemas recentes que temos tido nas relações comerciais com a Argentina estão ligados ao período eleitoral do país vizinho, pois muitas medidas econômicas restritivas tinham como objetivo a conquista de votos. Agora reeleita, Cristina Kirchner deve rever uma série de atos. Essa é a expectativa do setor industrial gaúcho", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao avaliar o resultado das eleições argentinas, encerradas no domingo (23).

O posicionamento do setor industrial gaúcho em relação às barreiras argentinas foi encaminhado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, na sexta-feira (12).

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, enviou manifestação ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, pedindo ação urgente contra as restrições impostas pela Argentina à compra de produtos brasileiros, através da aplicação de licenças não automáticas. Conforme Tigre, além desta questão pontual, o governo brasileiro precisa buscar soluções permanentes para o relacionamento bilateral.

Empresários e representantes de entidades ligadas ao setor de exportação e importação no Estado abordaram, nesta terça-feira (dia 4), o SML − Sistema de Pagamentos em Moeda Local entre Brasil e Argentina. O seminário, promovido pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, por meio do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex), foi realizado na sede da FIERGS.

Seminário discute o comércio bilateral entre os dois países

Abordar aspectos técnicos do acordo SML − Sistema de Pagamentos em Moeda Local entre Brasil e Argentina, é o tema do seminário promovido pela FIERGS por meio do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior, em 4 de novembro, na sede da entidade. Instituído no início de outubro, o acordo possibilita a liquidação das operações comerciais entre os dois países em suas respectivas moedas locais, eliminando a utilização do dólar nas transações de comércio internacional.