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China

A redução da demanda externa, especialmente de China e Argentina, e a base de comparação elevada com o mesmo mês do ano passado provocaram uma forte retração nas exportações totais gaúchas em fevereiro. As vendas externas do Estado fecharam em US$ 1 bilhão, queda de 65,5%, mas esse desempenho inclui o registro de uma plataforma de petróleo e gás (P-74) no valor de US$ 1,5 bilhão no mesmo período de 2018. Em razão desta herança estatística, a indústria também teve um recuo, de 62,8%.

As exportações gaúchas começaram o ano em alta, na comparação com janeiro de 2018. Foram US$ 2,6 bilhões no primeiro mês de 2019, um incremento de 105,6%, o maior valor exportado já observado para a toda a série histórica no período. Porém, o resultado está fortemente influenciado pela operação envolvendo uma plataforma de petróleo e gás, no valor de US$ 1,3 bilhão para o Panamá. Com o registro dessa operação, a indústria do Estado também cresceu muito (133,6%) e somou US$ 2,5 bilhões no mês.

Influenciadas pela indústria, que sofreu uma forte retração em novembro (11,9%), as exportações gaúchas totalizaram US$ 1,3 bilhão, um recuo de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da redução, a análise desagregada da pauta aponta que o grupo de produtos básicos cresceu 10,5%, o que representa uma contribuição de US$ 346 milhões para o valor total observado.

A preocupação dos industriais gaúchos em relação à situação do sistema elétrico do RS e os desdobramentos provocados pela desistência da chinesa Shanghai Eletric de sua parceria com a Eletrosul em empreendimentos de transmissão de energia no Estado foi levada ao gerente executivo da Gerência de Engenharia do Sul do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Manoel de Jesus Botelho. Ele participou, na tarde desta terça-feira (20), da reunião do Grupo Temático de Energia do Conselho de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).

A indústria gaúcha teve uma queda de 6,1% nas exportações em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2017, ao alcançar US$ 1,2 bilhão como valor de suas vendas externas, o equivalente a 74,6% do total de US$ 1,6 bilhão embarcado pelo  Estado. A retração se explica, em parte, pelo fato de os dois segmentos com maior contribuição na pauta, Alimentos e Tabaco, terem fechado com forte recuo, de 20,4% e 24%, respectivamente.

O forte recuo nas vendas externas de produtos gaúchos a dois dos principais compradores do Estado, China e Argentina, provocou uma grande queda, em setembro, nas exportações, que totalizaram US$ 1,3 bilhão. A retração chegou a 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Deste total, o grupo de produtos básicos foi responsável por 35,1% do montante exportado (US$ 455 milhões), desempenho 13,3% menor nessa base de comparação. A indústria também sofreu o impacto, vendendo US$ 836 milhões, redução de 22,2% ante setembro de 2017.

A indústria de transformação gaúcha reduziu em 12,7% suas exportações em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, ao vender para o exterior US$ 897 milhões. Contribuíram mais significativamente para este resultado negativo Máquinas e equipamentos, com queda de 28,2%; e Veículos automotores, com -20,3%. Os segmentos de Alimentos (9,2%) e Celulose e Papel (20,5%) se destacaram positivamente, insuficiente, todavia, para compensar as perdas.

A crise cambial na Argentina e a redução das vendas de carne suína provocada pelo embargo da Rússia, no contexto externo; e a greve dos caminhoneiros, no contexto interno, provocaram forte retração nas exportações da indústria de transformação gaúcha no segundo trimestre de 2018, em relação ao mesmo período de 2017. É o que revela a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), ao divulgar, nesta terça-feira (10), a Balança Comercial.

A XI Reunião de Cúpula Empresarial China-Lac reúne até este sábado (2), em Punta del Este, no Uruguai, 2,2 mil participantes para tratar de temas voltados às relações comerciais entre China, América Latina e Caribe. São mais de 700 empresas das três regiões no evento, além de empresários, entre eles o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, autoridades, especialistas em China e América Latina, representantes de organismos multilaterais e internacionais de financiamento.

As exportações totais do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,79 bilhão e apresentaram um crescimento muito pequeno em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 0,6%. Em uma análise desagregada, o grupo das commodities (totalizando US$ 718 milhões) caiu 1,1%. A indústria de transformação, por sua vez, embarcou US$ 1,05 bilhão, incremento de apenas 1,2%, bem inferior ao do Brasil no período, que foi de 4,5%.