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Após alcançar o nível mais alto do pós-crise em outubro, a atividade industrial gaúcha caiu 1,8% em novembro de 2012, na série livre de influências sazonais. "O setor fabril começou a reagir com força a partir da segunda metade do ano e já era esperada uma acomodação. É natural que em momentos de retomada sejam apresentados resultados expressivos, alternando com outros mais fracos.

Os resultados da Sondagem Industrial do RS de novembro, realizada pela FIERGS, apresentaram sinais de estabilidade na produção, em comparação com outubro, ao atingir 50,4 pontos. O setor operou com 75,5% de utilização da capacidade instalada, 0,7 ponto percentual abaixo do mês anterior. É a vigésima vez que este nível foi considerado inferior ao usual para o período (47,4 pontos).

De acordo com a Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) de abril, a crise que atinge o setor ainda não chegou ao fim, revelando novos sinais de contração e nenhum de recuperação. Os indicadores pesquisados situaram-se abaixo da linha divisória dos 50 pontos, significando desaceleração.

A aposta no mercado doméstico aquecido é a resposta para o otimismo moderado dos empresários com relação à demanda para os próximos seis meses, conforme resultado da Sondagem Industrial, que atingiu 60,2 pontos no item de expectativas futuras. Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, "as medidas do governo para estimular o consumo interno e, com isso, a provável expansão das vendas no setor produtivo, projetam uma recuperação gradual do nível de atividade". O levantamento varia numa escala de 0 a 100 pontos.

Uma sala de aula da Escola de Educação Profissional Senai Visconde de Mauá, em Porto Alegre, foi o cenário para o lançamento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), na manhã desta segunda-feira (26). "Iniciamos, aqui e agora, uma importante etapa na história do envolvimento do setor industrial com a educação, através desse ato de lançamento do Pronatec no Rio Grande do Sul.

A evolução da crise financeira global e seus possíveis desdobramentos negativos na economia brasileira, além da forte entrada de produtos manufaturados importados, deverão seguir impactando nas intenções de investimentos do setor industrial gaúcho em 2012. De acordo com a pesquisa realizada anualmente pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), 84,9% das empresas planejam investir, um percentual menor do que ocorreu em 2011 (88,1%).

No ano passado, 46% dos investimentos planejados foram realizados apenas parcialmente. Em 2010, a proporção foi consideravelmente menor (36%). "Esta direção é perigosa. O exemplo das nações hoje desenvolvidas indica que é preciso basear na indústria o processo de crescimento econômico e de evolução social", destacou o presidente da FIERGS.

A Sondagem Industrial do Rio Grande do Sul, realizada no último mês de 2011, reafirmou o quadro geral de dificuldades enfrentadas pelo setor ao longo do ano passado. Os indicadores de nível de atividade retrataram a produção e o emprego estagnados e operando abaixo da capacidade produtiva usual. Como reflexo desse cenário, o acúmulo de estoques indesejados se alastra, contribuindo para o adiamento da retomada da indústria.

A atividade da indústria gaúcha foi menor no último trimestre de 2010, na comparação com o anterior, segundo a Sondagem Industrial realizada pela FIERGS. A diminuição do ritmo foi puxada pela produção e pelo emprego. Apesar dessa desaceleração, avaliada como sazonal, as condições financeiras das empresas permaneceram boas (56,8 pontos), o acesso ao crédito foi considerado normal (50 pontos) e as margens de lucros satisfatórias (50 pontos). Para os entrevistados, as expectativas são positivas para o primeiro semestre de 2011 devido ao dinamismo do mercado interno.

As indústrias do Rio Grande do Sul planejam realizar investimentos ao longo de 2011. Com a expectativa de manutenção da trajetória de crescimento da economia nacional para este ano, 87,6% das empresas gaúchas do setor indicaram que aplicarão recursos em seus negócios, o que significará um montante de R$ 3,6 bilhões. Uma expansão de 28% em relação ao que foi investido no ano passado. "Se em 2010, com a desaceleração da crise mundial e reaquecimento da demanda, o principal objetivo foi o aumento da capacidade da linha de produção, para este ano houve mudança na estratégia.