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Os passos de uma nova FIERGS

Julho de 2025. Completamos um ano à frente do Sistema FIERGS. Olhando para trás, sentimos orgulho. Olhando para frente, temos clareza e compromisso com o caminho que seguimos. Esse primeiro ano foi de mudanças importantes. Começamos uma transformação profunda, guiados por um planejamento estratégico construído com muito diálogo. 

Ouvimos sindicatos, diretores e lideranças da indústria. E, a partir dessa escuta, definimos os quatro pilares que hoje orientam nosso trabalho: competitividade, inovação, atração e retenção de talentos e reconstrução da indústria gaúcha. A nossa estrutura organizacional foi redesenhada, e a unificação sob a nova marca se tornou realidade, permitindo que a Federação, o Sesi, o Senai e o IEL atuem de forma mais integrada e eficaz em benefício da indústria gaúcha.

Demos atenção especial às pequenas e médias indústrias. Fortalecemos a presença no interior com o programa “Rota FIERGS”. E temos um plano claro para os próximos anos: consolidar o que já foi feito e ampliar o nosso impacto. Sabemos aonde queremos chegar. Temos uma equipe comprometida. E seguimos firmes no propósito de construir uma FIERGS mais moderna, mais próxima da indústria e mais preparada para os desafios do presente e do futuro.

Agradeço aos que caminham conosco: os industriais das 52 mil empresas e dos 108 sindicatos que representamos, nossa diretoria, os 5 mil colaboradores do Sistema, nossos parceiros. Tudo o que construímos até aqui foi possível porque acreditamos juntos na força do setor industrial e no potencial do Rio Grande do Sul.

Nesta publicação especial, mostramos algumas das iniciativas que marcaram esse primeiro ano. Convido você a conhecer esse trabalho de perto. 

Boa leitura!

Claudio Bier
Presidente do Sistema FIERGS

Planejamento estratégico orienta processo de mudanças definidas pela gestão 2024-2027


Ao tomar posse como presidente do Sistema FIERGS, em 18 de julho de 2024, Claudio Bier assumiu o compromisso de comandar um processo de transformação da entidade. A mudança foi baseada em dois objetivos principais: fortalecer o protagonismo da Federação como representante de 52 mil indústrias gaúchas e profissionalizar a estrutura da entidade para prestar apoio a essas empresas. Para atingir essas metas, foram estabelecidos quatro pilares estratégicos: competitividade, inovação, atração e retenção de talentos e  reconstrução da indústria gaúcha. 

Na época, o Rio Grande do Sul havia acabado de enfrentar a pior tragédia climática de sua história, e grande parte das indústrias gaúchas ainda era desafiada pelos impactos da enchente — cerca de 85% das empresas do setor foram afetadas direta ou indiretamente. Em seu discurso de posse, Bier destacou que a palavra “reconstrução” possuía um significado ainda mais especial diante desse cenário. 

“Não se trata apenas de reconstruir fisicamente o que foi perdido, mas de trabalharmos juntos para criar um futuro mais forte e mais próspero. Pensamos em uma ‘reconstrução com propósito’, expressão que representa o compromisso de trabalhar por um futuro que valorize a inovação, a competitividade e a liberdade econômica”, salientou. 

Os demais pilares foram definidos a partir de outras necessidades do setor. De acordo com a Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, entre 2002 e 2021, o PIB industrial do Rio Grande do Sul cresceu apenas 2,1%, enquanto a média nacional foi de 24,2% no mesmo período. “É uma diferença muito grande. Então, elegemos a competitividade como pilar porque temos um gap, uma necessidade de reagir. Quem cresce 2% em 20 anos está estagnado ou até indo para trás”, comenta Paulo Herrmann, que foi diretor-executivo no primeiro ano da gestão e, a partir de agosto deste ano, passará a atuar como consultor estratégico da entidade. 

Entre 2000 e 2022, em torno de 700 mil gaúchos deixaram o Rio Grande do Sul rumo a outros estados ou países. Esse é um dos dados que definiram a atração e retenção de talentos como outro pilar da gestão Claudio Bier. “Não podemos assistir à fuga de empresas, mão de obra e talentos para outros estados brasileiros. Precisamos criar motivos para que as pessoas daqui queiram ficar e para que as de outros lugares queiram vir para as nossas indústrias”, enfatiza o presidente.

O pilar inovação funciona como um impulsionador dos anteriores. Para resolver problemas como evasão e baixa produtividade, é preciso olhar para o futuro e acompanhar os avanços tecnológicos que ocorrem pelo mundo, fomentando o desenvolvimento do conhecimento inovador. “As exigências externas mudam com uma velocidade cada vez maior. Precisamos evoluir para acompanhá-las, estar à frente dessas mudanças e liderar com inovação, eficiência e transparência”, pontua Bier.

NOVOS FUNDAMENTOS:

  • Propósito: Fortalecer a indústria gaúcha para gerar desenvolvimento e prosperidade que impactem a vida das pessoas.
  • Missão: Representar e fortalecer a indústria gaúcha, promovendo um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
  • Visão: Ser protagonista na construção de um futuro próspero para o Rio Grande do Sul, promovendo a força e competitividade da indústria.
  • Valores: Compromisso, inovação, integridade e valorização das pessoas.

 

APOIO ESPECIALIZADO
Diante do desafio de transformar o Sistema FIERGS, a nova direção decidiu solicitar o auxílio da Falconi Consultoria para construir um planejamento estratégico baseado nos quatros pilares da gestão. Assim, com o objetivo de elaborar um diagnóstico inicial, a empresa coletou dados para análises quantitativas e qualitativas, por meio de workshops com membros da diretoria e de sindicatos filiados, e entrevistas com executivos, gestores, vice-presidentes e diretores da Federação. 

Após o diagnóstico, que sinalizou os pontos que precisavam ser revistos e aprimorados dentro da entidade, a Falconi desenvolveu um plano de ação para o período de 2024-2027. Dentro desse processo, foi elaborada uma nova identidade organizacional, que revisou o propósito, a missão, a visão e os valores do Sistema FIERGS.

Também foram estabelecidas diretrizes e objetivos, que compõem o mapa estratégico da entidade. Todos esses tópicos foram apresentados em dezembro do ano passado, durante as reuniões de governança e na Convenção de fim de ano do Sistema FIERGS — evento que reuniu colaboradores de todo o estado e não ocorria havia mais de 10 anos. 

Consideradas fundamentais para o desdobramento do planejamento estratégico, as diretrizes funcionam como uma fonte unificada para direcionar a atuação de todas as entidades que compõem o Sistema FIERGS. Confira:

  • Fomento e valorização industrial: compromisso com o fortalecimento da indústria, impulsionando o desenvolvimento econômico.
  • Posicionamento de mercado: estratégias para atender à singularidade de cada empreendedor gaúcho.
  • Inovação e tecnologia: cultura de inovação e investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento.
  • Excelência operacional: operação moderna e eficiente para atender às necessidades da indústria.
  • Cultura e gente: compromisso com o desenvolvimento de nossos colaboradores.

Já os 11 objetivos previstos no planejamento estratégico têm como principais focos o fortalecimento das indústrias representadas pela entidade e o desenvolvimento do RS. 

Isso se dará a partir do impulso à criação de empregos, à inovação, à educação, à competitividade e à qualidade de vida.

  1. Promover crescimento, aumento da competitividade e acesso a mercados.
  2. Aumentar a representatividade da indústria gaúcha na esfera política nacional.
  3. Consolidar a imagem da indústria como motor do desenvolvimento econômico e social, com posicionamento institucional assertivo e comunicação eficaz.
  4. Apoiar a educação básica, profissional e a formação contínua de lideranças e talentos, garantindo a qualificação e renovação da indústria gaúcha.
  5. Promover a expansão da cobertura das necessidades da indústria, interiorização e atendimento a pequenas e médias indústrias.
  6. Apoiar a internacionalização e integração com mercados globais para as indústrias, facilitando o acesso a referências e às boas práticas.
  7. Promover a inovação e o desenvolvimento tecnológico industriais, com ênfase nas pequenas e médias empresas.
  8. Ser proativo frente a tendências de mercado e novas tecnologias.
  9. Promover a implementação e a disseminação das melhores práticas de gestão e governança.
  10. Promover uma cultura organizacional integrada, que incentive a colaboração e o engajamento.
  11. Desenvolver os colaboradores por meio da gestão estratégica de pessoas.

Nos meses seguintes à apresentação do planejamento estratégico, uma série de iniciativas foi desenvolvida para atingir esses objetivos. O projeto de interiorização, batizado de Rota FIERGS, e a criação de uma nova área de gestão estratégica e desenvolvimento de pessoas são alguns exemplos. 

“Assumimos um compromisso de atuar pelo aumento da competitividade do setor e pelo desenvolvimento do nosso estado. Para isso, elaboramos diferentes movimentos, com foco na interiorização da entidade e na aproximação com pequenas e médias indústrias, que têm no Sistema FIERGS um suporte para ações de gestão, processos, mão de obra, sucessão e outras frentes”, afirma Bier.  

Na avaliação de Paulo Herrmann, os resultados obtidos até o momento foram extremamente produtivos, refletindo, sobretudo, ações voltadas ao fortalecimento do setor e ao investimento em desenvolvimento, tecnologia e pesquisa. 

“Estamos plantando agora as sementes de uma nova estrutura para, no futuro, colher os frutos da transformação. A ideia é reassumir o protagonismo e oferecer serviços eficientes e de qualidade”, ressalta.

O diagnóstico realizado pela Falconi Consultoria identificou alguns pontos que precisavam ser revistos e aprimorados para melhorar a eficiência da FIERGS. 

Entre eles, estava a necessidade de fortalecer a imagem da entidade como um sistema único, formado por Serviço Social da Indústria (Sesi-RS), Serviço Nacional da Aprendizagem (Senai-RS), Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS) e Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (CIERGS). 

Com isso, foi adotada uma nova identidade visual unificada para o Sistema FIERGS. “Quando cheguei aqui, via cinco crachás diferentes nas pessoas. E essa foi uma das primeiras coisas que mudamos, porque somos um time só. Essa foi a ideia da nova identificação visual”, diz Paulo Herrmann, diretor-executivo da entidade no primeiro ano da gestão.  

Por esse mesmo motivo, ainda em 2024, houve a redefinição da divisão geográfica do Sistema, a qual organizou os 497 municípios do estado em 10 regiões unificadas para Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS — antes disso, cada entidade possuía o seu mapa e atuava de forma individual. Com a mudança, foi possível analisar a operação das unidades espalhadas pelo estado e compor localidades mais equilibradas.  

Em janeiro deste ano, foi anunciada a implantação do novo modelo de gestão que concentra essas três instituições, sob o comando único de Susana Kakuta, que assumiu o cargo de diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS em 1º de fevereiro. De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, esse movimento representou mais um passo na construção de uma entidade integrada e fortalecida para representar os interesses da indústria gaúcha. “A missão da Susana é das mais relevantes por estar associada a temas estratégicos da nossa gestão, como educação, saúde, inovação e formação de mão de obra”, enfatiza. 

Susana concorda que esse é um desafio relevante, principalmente por se tratar de três instituições que impactam diretamente em assuntos tão importantes, como o preparo da força de trabalho para o presente e o futuro da indústria, a competitividade pela inovação e a modernização dos diferentes setores produtivos, além de um conjunto de ações focadas no bem-estar do trabalhador da indústria e suas famílias. 

“O grande objetivo desse movimento de integração é fazer com que as casas comecem a caminhar e ter soluções conjuntas e otimizadas. Precisamos de uma visão alinhada de soluções na ponta, especialmente quando falamos em aumento de competitividade e retenção de talentos”, resume a diretora-geral.   

A chegada de Susana completou a equipe de diretores que compõem a nova gestão do Sistema FIERGS. Além dela e de Herrmann, a entidade conta com a diretora de Relações Institucionais, Ana Paula Werlang, e o diretor de Comunicação, Nilson Vargas. A organização dessas duas diretorias está relacionada ao propósito de melhorar a comunicação da entidade, seja com parceiros, como sindicatos e governos, seja com o público em geral. 

“Desde o início da nossa gestão, acreditamos no projeto de aproximação da indústria gaúcha com a FIERGS. Os sindicatos industriais são fundamentais para que possamos levar os nossos projetos e as nossas mensagens ainda mais longe. Guiados pelos pilares estratégicos, estamos compromissados em capacitar, desenvolver e apoiar cada vez mais essas representações e, então, recuperarmos o protagonismo da indústria no estado”, diz Ana Paula.

CONJUNTO EM FOCO
A partir da integração das entidades, o Sistema FIERGS passou a olhar para as entregas e para a força de trabalho em cada uma das regionais. A fim de definir e melhorar o escopo de atuação necessário, a entidade contou novamente com o auxílio da consultoria Falconi. De acordo com Susana, esse suporte é importante porque não basta apenas aproximar as estruturas de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS. 

“É preciso olhar as atividades e otimizar, evitar duplicidades e fazer com que a estrutura funcione de uma forma efetiva. O trabalho da Falconi entra muito para termos essa visão de qual é a estrutura de operação necessária na ponta para podermos atender às demandas da interiorização, o acesso à pequena empresa e a questão dos talentos. Todas as regiões são importantes, mas o tamanho das equipes e das ações necessárias é diferente”, explica a diretora-geral. 

Atualmente, a Falconi está conduzindo uma etapa importante de coleta e análise de dados, com a ajuda de equipes mistas das três entidades que compõem o Sistema. Esse trabalho deve ser entregue até o final do mês de julho para que, em agosto, seja apresentada uma proposta de implantação. Susana esclarece que isso é um plano de trabalho integrado, já que envolve processos, uso de tecnologia e outras interfaces. 

“Nosso objetivo é ir ao encontro dessas indústrias que estão lá na ponta. Nosso programa nunca teve como meta a redução de quadro, mas sim a otimização de recursos humanos para que a ponta esteja bem abastecida e possa executar os serviços”, afirma. 

A integração não resulta em mudanças no escopo de trabalho de nenhuma das entidades. Ou seja, o foco do Sesi-RS continuará sendo em educação básica e em segurança e saúde do trabalhador, bem como o do Senai-RS seguirá em educação profissionalizante, ciência e tecnologia. Já o IEL-RS permanecerá atuando no desenvolvimento do empresariado. Esse movimento permitirá que as casas tenham ações mais coordenadas, focadas e efetivas para que possam desenvolver os objetivos do planejamento estratégico. 

IMPACTOS POSITIVOS
Na visão de Susana, as mudanças realizadas até o momento já têm gerado impactos positivos, como a otimização das atividades e o aumento do grau de produtividade das regionais. Como exemplo, cita o planejamento integrado das casas e afirma que as equipes de cada localidade sabem o que precisam executar durante todo o ano, porque possuem um book de metas e estão contando, progressivamente, com um aumento dos instrumentos de trabalho. 

“Hoje, temos um catálogo digital, que é um instrumento de trabalho interno, onde mesmo alguém que sempre trabalhou só com o Sesi consegue fazer também a oferta de um curso do Senai, porque todas as informações estão nesse catálogo”, explica. 

A diretora-geral acrescenta outro exemplo: o Business Intelligence (BI, uma plataforma de dados) integrado das três instituições. “Conseguimos enxergar a indústria que está lá na ponta, o que ela já recebeu do Sistema e o que ainda pode receber. São ferramentas que otimizam o nosso trabalho e trazem muito mais resultados para a indústria, que é o mais importante.” 

A integração permite uma melhor visualização das demandas prioritárias do Sistema. Nesse sentido, se reforça a relevância do Rota FIERGS, projeto de interiorização da entidade, como fonte de insumo de planejamento para os investimentos em todas as regiões do estado durante a gestão de Claudio Bier. 

CONSELHOS E COMITÊS
Além do trabalho em andamento com Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, a Falconi ajudou a desenvolver um novo projeto de governança voltado aos conselhos e comitês temáticos do Sistema FIERGS. A proposta, apresentada pela entidade no início de junho, visa aprimorar a gestão, o monitoramento e a efetividade dos projetos. Segundo o vice-presidente do Sistema FIERGS e coordenador dos conselhos e comitês temáticos, Clovis Tramontina, essas estruturas devem estar alinhadas ao planejamento estratégico geral. “Precisamos garantir mais produtividade e objetividade nos conselhos. Nosso foco deve estar em ações práticas, que gerem resultados efetivos para o Sistema como um todo”, destaca Tramontina.

A reorganização dos conselhos e comitês resultou no desenvolvimento de uma matriz de projetos, seu respectivo fluxo de aprovação e um modelo de governança unificado. Essa proposta busca garantir mais transparência e agilidade na tomada de decisões, com foco na entrega de resultados concretos. Conforme a Falconi, a governança unificada permitirá maior integração entre conselhos e comitês, assegurando o acompanhamento contínuo de projetos estratégicos e táticos.

Um dos diferenciais é a organização dos trabalhos em oito eixos temáticos, os quais promovem transversalidade e intersecção entre os conselhos. Entre os temas prioritários, estão infraestrutura e logística multimodal, sustentabilidade e transição energética, inovação e inteligência estratégica e relações de trabalho e desenvolvimento de capital humano.

Essa reorganização se reflete na Gerência Técnica e de Suporte aos Conselhos Temáticos (Getec), com objetivo de melhorar o monitoramento e o gerenciamento dos projetos desenvolvidos. As mudanças impactam, sobretudo, na definição e priorização de projetos estratégicos e táticos. Também orientam para que a atuação dos conselhos e comitês siga os quatro grandes pilares da gestão do presidente Claudio Bier, com o objetivo de aumentar o protagonismo nas agendas estratégicas da indústria gaúcha.

Iniciativas como reunião sindical, encontros com parlamentares gaúchos e eventos como o INDX consolidam o papel de interlocutor da indústria que o Sistema FIERGS assume


Marca da gestão de Claudio Bier, o diálogo é ponto fundamental para aproximar ainda mais o Sistema FIERGS de empresários, sindicatos, órgãos e autoridades governamentais. Por meio de diferentes iniciativas, a entidade tem estreitado sua relação com representantes do setor, reforçando seu protagonismo e fazendo com que as demandas das indústrias gaúchas cheguem aos gestores públicos.  

Com uma extensa trajetória no Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Bier sempre priorizou o fortalecimento do vínculo do Sistema FIERGS com as instituições que representam o setor industrial. Em abril, durante a 1ª Reunião Sindical de 2025, a entidade anunciou 
R$ 4 milhões para a nova edição do Programa de Apoio a Projetos Sindicais (Prosind).

A iniciativa contempla ações desenvolvidas por sindicatos industriais filiados à Federação para que fortaleçam sua atuação, fomentem o associativismo e aumentem a representatividade e competitividade do setor industrial. Em sua terceira edição, o Prosind já viabilizou o desenvolvimento de mais de 70 projetos em benefício das indústrias. 

No anúncio, o presidente destacou a importância do aumento do aporte: “Nosso objetivo é claro: fortalecer a gestão dos sindicatos, proporcionando ferramentas para que atendam aos seus associados com ainda mais eficiência”. 

Para a diretora de Relações Institucionais do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang, o estreitamento do vínculo com os sindicatos é fundamental para que a entidade cumpra sua missão de construir uma indústria mais competitiva e de consolidar o desenvolvimento econômico do RS. 

“Os sindicatos estão na ponta, mais próximos dos nossos empresários, principalmente os pequenos e médios, e representam os interesses setoriais. Por isso, são uma bússola essencial para a orientação das ações do Sistema FIERGS”, explica Ana Paula.

Novos serviços gratuitos passam a ser oferecidos aos sindicatos no portfólio da Unidade de Desenvolvimento Sindical (Unisind) do Sistema FIERGS. Entre as novidades, estão a assessoria tributária, a consultoria contábil e um software de gestão sindical online, o qual entrega uma base atualizada de indústrias, ferramentas de administração financeira, contribuição sindical, mensalidades, gestão de cursos e e-mail marketing.

Em junho, foi realizada outra reunião sindical, que teve participação de cerca de 70 representantes das entidades, de forma presencial e online. Além de reforçar o compromisso do Sistema FIERGS com o fortalecimento dos 108 sindicatos filiados e de destacar o papel estratégico da Federação na ampliação da representatividade e na valorização do associativismo industrial, o encontro serviu para apresentar as ferramentas, consultorias e os projetos disponíveis por meio da Unisind. 

MAIOR INTERLOCUÇÃO
Em outra frente de atuação, o presidente Claudio Bier também vem destacando a importância do diálogo com representantes do poder público. Em março, o Sistema FIERGS realizou a primeira edição do INDX, tendo como palestrante convidado o governador Eduardo Leite. O evento, que reúne lideranças sindicais, autoridades governamentais, representantes da comunidade industrial e da imprensa, foi criado com o objetivo de proporcionar troca de ideias e debates qualificados entre o setor industrial e a sociedade civil.

O Sistema FIERGS lançou, em abril, a Agenda Legislativa da Indústria de 2025, que inclui mais de 70 projetos de lei de interesse do setor apresentados pelos deputados estaduais na Assembleia do RS até o final do ano passado. O documento de 90 páginas, dividido em sete áreas temáticas e construído com a participação dos conselhos temáticos e dos sindicatos industriais filiados à entidade, foi encaminhado para toda a bancada estadual. 

A agenda apresenta mais de 70 projetos em tramitação, seguidos de uma avaliação e parecer da FIERGS com posicionamentos convergentes, divergentes ou com ressalvas. Entre eles, estão o que institui a Política Estadual de Incentivo à Agricultura de Precisão no RS, o que cria a Política de Apoio e Fomento ao Desassoreamento de rios, arroios, açudes, lagos, lagoas, lagunas e canais, e o que dispõe sobre política estadual de estímulo, incentivo e promoção ao desenvolvimento local de startups.

UNIÃO PELO RS
Em junho, em evento realizado em Brasília, Bier se reuniu com deputados e senadores da bancada gaúcha no Congresso Nacional para apresentar os projetos considerados estratégicos que estão em tramitação e contribuem para o avanço do Rio Grande do Sul em diferentes frentes. Durante o encontro, o presidente salientou a relevância da atuação conjunta dos parlamentares para que o Rio Grande do Sul possa impulsionar programas de desenvolvimento econômico e social.

“Queremos estimular a união da nossa bancada em favor de pautas conjuntas. Na minha experiência em Brasília, vejo que bancadas de outros estados divergem politicamente, mas, no momento de defender os interesses estaduais, se mobilizam conjuntamente em um único objetivo, não há governo ou oposição, nem direita nem esquerda”, ressalta. 

Um dos temas prioritários é a instituição de um fundo constitucional para os três estados do Sul, a exemplo do que ocorre para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Há a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/2023, de autoria do deputado Toninho Wandscheer (PP/PR), em tramitação. Desde o início de seu mandato,  Bier tem se mobilizado para que esse projeto seja aprovado. Para isso, atua juntamente com as federações do Paraná e de Santa Catarina. Essa PEC não altera os demais fundos já em operação, mas  prevê um acréscimo de 1% para o Sul, 1% para o Sudeste, 1% para o Fundo dos municípios e 0,5% para a segurança. 

De acordo com o presidente, o Fundo ajuda na correção de uma injustiça histórica com o Rio Grande do Sul, que sofre com a desigualdade de incentivos entre as regiões do Brasil. 

Projeto de interiorização tem como objetivo fortalecer a atuação do Sistema FIERGS em todas as regiões do estado


Verbo transitivo direto que significa desalojar de castelo ou de posição fortificada, a palavra desencastelar resume o propósito do projeto Rota FIERGS, criado para promover a interiorização do Sistema FIERGS. A partir de imersões que começaram em maio deste ano, com a presença do presidente Claudio Bier e de membros da diretoria, a iniciativa vem fortalecendo a atuação da entidade em todas as regiões do Rio Grande do Sul e expandindo o atendimento às indústrias gaúchas.

O projeto de interiorização foi iniciado ainda em dezembro do ano passado, com a nova divisão geográfica do Sistema FIERGS, a qual organizou os 497 municípios do estado em 10 regiões unificadas (veja o mapa na próxima página). Cada uma delas conta com um vice-presidente regional, responsável por liderar as ações de interiorização — processo que deve se estender até o final deste ano, com a realização de encontros de trabalho em todas essas regiões.

Até o momento, foram realizadas três imersões, envolvendo quatro regiões: Encosta da Serra, Vale do Sinos, Vale do Taquari e Noroeste. De acordo com o presidente, a ideia da interiorização surgiu justamente para “desencastelar” a entidade e promover uma aproximação com todas as indústrias, especialmente as pequenas e médias. No primeiro encontro, no começo de maio, em Novo Hamburgo, Bier destacou que esse projeto foi uma das razões que o motivaram a assumir a presidência do Sistema FIERGS. 

“Acredito que o desenvolvimento do Rio Grande do Sul passa pela presença da indústria em todas as suas regiões. Portanto, o Sistema FIERGS tem que estar presente em cada localidade de forma integrada. É uma maneira de ouvir as necessidades das regiões e dos setores, colocando a estrutura da entidade à disposição para apoiá-los. Com isso, iremos conectar, fortalecer e impulsionar a indústria gaúcha onde ela estiver”, reforça o presidente. 

A proposta de realização do Rota FIERGS está alinhada ao objetivo de fortalecer o protagonismo da entidade em todo o estado. Por isso, “desencastelar” tem justamente a finalidade de ir ao encontro das demandas onde elas nascem. É um momento em que diretoria e equipes visitam a região, conversam com as lideranças e, com base nos pilares da gestão, identificam suas necessidades.

Além disso, o projeto de interiorização se apresenta como uma forma de ampliar o atendimento realizado pela FIERGS às pequenas e médias indústrias — as quais representam grande parte das 52 mil empresas do setor no estado —, outra meta da gestão de Claudio Bier. 

Essas empresas não costumam vir até a sede da Federação, portanto, não se sentiam representadas. Esse é mais um motivo para levar a estrutra até onde esses negócios estão localizados, ajudando, assim, no seu desenvolvimento.

PAUTADOS PELO DIÁLOGO
Durante as imersões, o presidente Claudio Bier, diretores e coordenadores dos conselhos e comitês temáticos do Sistema FIERGS se reúnem com presidentes de sindicatos, representantes das indústrias locais e gestores municipais a fim de conhecer as principais demandas de cada localidade. 

Conforme a diretora de Relações Institucionais, Ana Paula Werlang, uma série de mudanças foi implementada na governança da entidade, desde o começo da gestão atual, para que fosse possível ampliar o atendimento às necessidades do setor industrial gaúcho. “Temos o objetivo de potencializar as demandas de cada região, trazendo-as para dentro do Sistema FIERGS. Todas as nossas áreas estão disponíveis para auxiliar as indústrias e os sindicatos”, destaca. 

A programação dos encontros envolve apresentações do modelo de gestão integrado, das metas regionais e dos programas sistêmicos, realizadas por Ana Paula e pela diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta. Também são projetados investimentos nas regiões e promovidos workshops para identificação e priorização de necessidades de cada localidade (detalhes na página ao lado). Na Gerência Técnica e de Suporte aos Conselhos Temáticos (Getec), estão as áreas responsáveis por dar andamento às demandas, articulando com governos, lideranças e outras entidades. 

“O que se leva para a ponta no Rota FIERGS são investimentos que estão mapeados e orçados, mas podemos ajustar. Ao mesmo tempo em que levamos a informação de forma transparente, mostrando o que faremos na região e quando, também temos a oportunidade de testar se aquilo está valendo e fazer ajustes”, destaca Susana. A diretora-geral ressalta que esses investimentos são fundamentais para o desenvolvimento das regiões. 

NOVA ORGANIZAÇÃO REGIONAL PARA INTEGRAR ESTRUTURAS
Com o objetivo de fortalecer sua atuação no estado e expandir o atendimento às indústrias gaúchas, o Sistema FIERGS reorganizou e unificou sua divisão regional: são 52 mil indústrias em 10 regiões

PRIORIDADES REGIONAIS
Demandas apresentadas pelas regiões que já receberam o Rota FIERGS

Vale do Sinos 

  • Reter profissionais nos setores de mobiliário e construção 
  • Atualização tecnológica de infraestrutura de educação profissional e de tecnologia na área da borracha
  • Construir um porto e um aeroporto de carga em Nova Santa Rita 
  • Captar jovens talentos por meio de programas de contraturno do Sesi-RS e do Senai-RS 

Encosta da Serra

  • Implementar programa de retenção de talentos na indústria de calçado e vestuário  
  • Desenvolver mão de obra técnica e química na área de galvanoplastia  
  • Promover missões e exposições em feiras para abertura de novos mercados para as empresas calçadistas

Vale do Taquari

  • Potencializar atração, retenção e capacitação de jovens e adultos
  • Apoio da FIERGS para concessão do Bloco 2 do Vale do Taquari
  • Articulação via CNI para revisão da legislação que impede contratação de menores de 18 anos em alguns segmentos industriais
  • Realocação do Instituto Senai de Tecnologia de Alimentos e Bebidas para a região de Lajeado
  • Articulação junto ao governo do estado para viabilizar ferrovias 
  • Criação de um hub de inovação no Vale do Caí para atender indústria 4.0
  • Participação da FIERGS para atrair investimentos ao polo de química em Montenegro
  • Atuar em favor de um conjunto de obras para mitigação de cheias e navegabilidade

Noroeste

  • Apoio para melhoria da infraestrutura de estradas e da execução dos projetos de três pontes internacionais
  • Instalação de laboratório de inovação para pesquisa e desenvolvimento  
  • Reforçar a indústria como oportunidade de inserção no mercado de trabalho, apoiar a articulação nacional para redução da idade para jovens aprendizes e reforçar a parceria entre o Sistema FIERGS com a rede pública de educação 
  • Incluir cursos de outras especialidades nas escolas de Sesi-RS e Senai-RS, como indústria moveleira e design   
  • Articular com IEL-RS um braço de desenvolvimento de mão de obra para operação e executivos

INVESTIMENTOS JÁ ANUNCIADOS
Previsão de realização dos projetos até 2027

  • Vale do Sinos: R$ 19,9 milhões
  • Encosta da Serra: R$ 4,4 milhões
  • Vale do Taquari: R$ 50 milhões
  • Noroeste: R$ 15 milhões

Desde a enchente de maio de 2024, a FIERGS mobilizou esforços para que empresas tivessem condições de voltar a operar


Os prejuízos econômicos e sociais causados pela enchente de 2024 exigiram uma resposta rápida do Sistema FIERGS. Ainda em maio, antes da posse, o presidente Claudio Bier mobilizou o setor produtivo para buscar, junto aos governos estadual e federal e à sociedade civil, as primeiras medidas assistenciais e de restabelecimento dos serviços essenciais. Em julho, ao assumir oficialmente, os esforços passaram a se concentrar na reconstrução da indústria e das comunidades — um compromisso que segue na prioridade mais de um ano após o evento climático.

 “A atual gestão não medirá esforços para sensibilizar os governos e a sociedade sobre as necessidades da indústria. Temos promovido mudanças no Sistema FIERGS, aumentando a produtividade da entidade e integrando os projetos do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS para atuar em diversas frentes que tornam a indústria gaúcha mais competitiva”, afirma a diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta.

Diante dos obstáculos para a retomada da atividade industrial, Bier participou de uma série de reuniões com representantes do governo federal, ressaltando a importância do diálogo com todos os espectros políticos e destacando a importância de facilitar, entre outras demandas, o acesso ao crédito para que os negócios retomassem suas operações plenamente. 

A articulação conjunta culminou em ofícios enviados aos governos e na publicação da regulamentação do artigo 2º da Lei 4.437/202, a qual estabeleceu possibilidades para a preservação do emprego como medidas trabalhistas alternativas, teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, entre outras ações. Foi organizado o documento Pleitos da Indústria Gaúcha para a Reconstrução do Estado do Rio Grande do Sul, que reuniu mais de 40 medidas consideradas “urgentes e necessárias ao reerguimento da indústria gaúcha”, entregue ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Em encontro com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, após a entrega de máquinas agrícolas para 34 municípios do Rio Grande do Sul, em julho de 2024, o recém-eleito Claudio Bier, também presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), demonstrou confiança no potencial de recuperação do estado, buscando restabelecer o ânimo do setor produtivo.

“Antes mesmo de ser eleito, eu sabia que, se assumisse o cargo, esse seria um dos meus maiores desafios, mas nunca deixei de acreditar e trabalhar pela retomada. O empresariado gaúcho sente os impactos das enchentes até hoje, seja pela dificuldade de recuperar o faturamento, seja pela evasão de mão de obra. Nosso papel, enquanto Federação, é viabilizar o máximo de auxílio para os industriais e para as comunidades em que atuam”, diz Bier.

Nos meses seguintes às enchentes, o presidente reuniu-se com embaixadores e representantes de países, que prontamente ofereceram ajuda para reconstruir o estado após a tragédia climática. Entre eles, o cônsul-geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, Jason Green; a embaixadora da Finlândia, Johanna Karanko; e os cônsules-gerais da Holanda, Wieneke Vullings, e da Bélgica, Valentine Mangez. Na ocasião, Bier ressaltou a importância de equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção ambiental, especialmente diante da crise climática vivida pelo Brasil.

Mais recentemente, o presidente mobilizou empresários na busca pela prorrogação do prazo de aferição da cláusula de compromisso de manutenção ou ampliação do número de empregos do Programa Emergencial RS. 

A FIERGS entregou um documento ao presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, no qual manifestou preocupação com a interrupção de créditos e o aumento de custos financeiros para empresas em fase de recuperação.

EDUCAÇÃO E SAÚDE
A partir dos quatro pilares da gestão Claudio Bier — competitividade, inovação, atração e retenção de talentos e reconstrução da indústria gaúcha —, o Sistema FIERGS desenvolveu projetos de reconstrução nas áreas de educação e saúde, totalizando R$ 125,4 milhões do Departamento Nacional do Sesi e do Senai para investimento em recuperação e construção de infraestruturas em localidades afetadas, além de outros R$ 65 milhões do Conselho Nacional do Sesi-RS para diferentes iniciativas.   

A gestão colocou em prática, ainda, um termo de cooperação junto às secretarias estaduais de Educação e Saúde, que resultou no apoio a mais de 200 escolas públicas, com a doação de 42 mil itens educacionais e de 5 mil horas de ações de apoio psicossocial a educadores, alunos e seus familiares. Na área da saúde, foram registrados em torno de 418 mil atendimentos em 20 municípios. O Sesi-RS utilizou sua expertise para instalar 90 unidades provisórias, entre tendas e unidades móveis, com mais de 200 profissionais.

Um dos destaques foi a reforma integral da UBS Cerne, em Canoas, entregue em agosto, que estabeleceu uma parceria público-privada pioneira na reconstrução. Mais de 100 unidades de saúde foram beneficiadas com a doação de equipamentos para salas de acolhimento e consultórios odontológicos. 

Durante a fase emergencial, quando milhares de famílias tiveram de deixar suas casas, o Sesi-RS abrigou mais de 2,6 mil pessoas e distribuiu mais de 99 mil cestas básicas, sendo 72 mil destinadas a trabalhadores da indústria e 26 mil à comunidade em geral. Também foram oferecidos atendimentos remotos e gratuitos de enfermagem e apoio psicossocial. Em um segundo momento, foi realizada uma operação de limpeza especializada em indústrias atingidas. 

O QUE AINDA ESTÁ SENDO FEITO NAS ÁREAS DE EDUCAÇÃO E SAÚDE

  • Disseminação das metodologias do Sesi-RS para uso de robótica em escolas. 
  • Doação de material pedagógico, como notebooks e kits de robótica.
  • Guia para enfrentamento de catástrofe.
  • Programa Eldorado do Sul Resiliente (apoio psicossocial, tratamento bucal, formação de professores, oportunidades de desenvolvimento profissional).
  • Desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico e aprendizagem para reforço escolar.
  • Doação de sete unidades móveis de saúde (assistencial e mental) preparadas para novas catástrofes ao governo do estado.
  • Documentário sobre a tragédia climática em parceria com a Federação das Indústrias do RJ.

RETOMADA DA PRODUÇÃO
Além das ações solidárias, o Senai-RS desenvolveu diversas iniciativas educacionais voltadas às comunidades locais. Destacam-se o Programa para Reconstrução e Capacitação Comunitária, os cursos online gratuitos oferecidos pela plataforma Senai Play, capacitações em abrigos e ações de recuperação de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Na área industrial, o Senai-RS implementou ações e programas para apoiar a retomada da capacidade produtiva das empresas, como Recupera Indústria RS, iniciativa dedicada à restauração de máquinas de pequeno porte. 

Uma das beneficiárias foi a HPM Matrizes, de São Leopoldo, que produz moldes de injeção para zamac (liga metálica) e plástico. A planta foi inundada no dia 4 de maio, com o nível da água marcando 1,4 metro dentro das instalações. “Todas as nossas máquinas foram atingidas. Quando conseguimos novamente acessar a empresa, a cena que encontramos era desoladora”, descreve o sócio Marcos Eugênio Wagner.

Pouco tempo depois de se cadastrar no projeto, foi contemplada com R$ 85 mil. “O programa foi muito importante para a retomada completa de nossa capacidade produtiva”, diz o empresário.

Em outra frente, juntamente com o Sebrae-RS, foram realizadas consultorias estratégicas para orientar empresas na priorização e aquisição de equipamentos essenciais. 

RECUPERA INDÚSTRIA RS

  • 105 indústrias atendidas 
  • 630 máquinas recuperadas
  • R$ 9,5 milhões desembolsados
  • 2,5 mil empregos preservados

Com a infraestrutura da sede e de escolas afetadas pela enchente, o Sistema FIERGS precisou se reerguer para fortalecer a indústria


Em meio às articulações necessárias para adotar medidas e reerguer o estado e as indústrias após a enchente de 2024, o Sistema FIERGS também precisou lidar com os danos na sua estrutura. A sede, em Porto Alegre, teve aproximadamente 60% da área construída inundada, além de todo o terreno. Foram mais de 40 mil metros quadrados afetados, incluindo o espaço de convenções, o pavilhão de exposições, o teatro e as estruturas do subsolo e do térreo. Escolas do Senai-RS e o Instituto de Formação de Professores do Sesi-RS, no Centro Histórico, também foram atingidos.

Diante desse cenário, a gestão recém-empossada montou um plano de ação para que o trabalho de restabelecimento fosse realizado com a maior brevidade possível e as atividades,  retomadas presencialmente. Antes mesmo da posse, mobilizando a ajuda de produtores rurais para escoar a água do subsolo a partir de uma bomba de irrigação acoplada em um trator, o presidente Claudio Bier deu início à etapa de diagnóstico, que começou em 2 de junho. 

O esforço resultou em um momento simbólico: a posse do presidente do Sistema FIERGS ocorreu no pavilhão de exposições, onde o nível da água chegou a dois metros de altura. As obras foram concluídas no dia 18 de julho, em tempo recorde, para a cerimônia. Graças a esse senso de urgência, foi possível viabilizar também duas feiras importantes para o Rio Grande do Sul ainda em 2024: a Expoagas, que aconteceu em agosto, e a Construsul, em outubro.

“Desde o primeiro momento, nossa intenção era mostrar a força da indústria. Por isso, o início da nova gestão não poderia ser em outro lugar que não na nossa própria casa, que também sofreu com a enchente. Era a reconstrução de dentro para fora”, relembra o presidente. Durante as restaurações, os materiais foram pensados para proteger o patrimônio da FIERGS em caso de novas inundações. Além disso, foram realizados investimentos em novos geradores de energia, ampliando a autonomia. 

Com a força-tarefa, em meados de setembro, e superando todas as expectativas, a equipe completa do Sistema FIERGS estava de volta, presencialmente, à sede.
 

ESPAÇOS CULTURAIS
Em dezembro de 2024, foi a vez da reinauguração do teatro. Antes denominado Teatro do Sesi, o espaço reabriu totalmente reformado, mais moderno tecnologicamente, mas mantendo a estrutura tradicional do palco e da plateia. A reabertura veio com novo nome: Teatro FIERGS. A mudança representa a visão do presidente Claudio Bier, que acredita que todos os braços do Sistema devem trabalhar de forma integrada para a indústria. Para completar o cenário, duas obras de arte expostas na sede foram restauradas: “A Formação do Rio Grande do Sul” (1960), de Aldo Locatelli, e “Festa Nativista” (1989), do pintor gaúcho Ricardo Blauth.

As reformas para o retorno das atividades na sede demandaram investimentos da ordem de R$ 35 milhões. Agora, as obras em Porto Alegre entraram em nova fase. Buscando mais conforto para os colaboradores, colocou-se em prática um projeto de novas operações, com praça de alimentação, espaço de saúde, farmácia, academia, salão de beleza, terminal bancário e pista de corrida.

ESCOLAS DO SENAI-RS
Além da sede do Sistema FIERGS, 11 estruturas do Senai-RS foram atingidas, impactando mais de 21 mil alunos. O Departamento Nacional do Senai, por meio da mobilização de uma força formada por diversos departamentos regionais, custeou equipes para atuar na recuperação das unidades atingidas.

Esses profissionais apoiaram tanto na restauração de máquinas e equipamentos quanto na reconstrução da infraestrutura física. As unidades atingidas receberam apoio financeiro na ordem de R$ 25 milhões, destinado à recuperação das principais estruturas. O Instituto de Formação de Professores do Sesi-RS também passou por reformas no valor de R$ 530 mil, executadas pelo Sesi-RS com apoio do Conselho Nacional.

Programas estratégicos do Sistema FIERGS ampliam qualificação e inclusão para enfrentar a escassez de profissionais no setor produtivo


Um dos principais desafios enfrentados pelas indústrias gaúchas é a escassez de mão de obra. Com milhares de vagas abertas, muitos empresários não conseguem preencher postos essenciais para a retomada da atividade econômica. Buscando reverter esse cenário, a gestão do presidente Claudio Bier realizou um estudo que fundamenta diversas ações do Sistema FIERGS, intensificadas ao longo de 2025.

Uma análise da Unidade de Estudos Econômicos (UEE) da FIERGS mostra que os principais fatores que explicam esse cenário são o envelhecimento acelerado da população, a redução da parcela jovem em idade ativa e um saldo migratório negativo de 700 mil pessoas entre 2000 e 2022.

A esse quadro, somam-se o crescimento dos programas sociais, como o Bolsa Família, e a enchente de 2024, que provocou deslocamentos forçados e aumento da informalidade entre os trabalhadores. Como consequência, quase metade das empresas adiou ou cancelou investimentos em 2024 por falta de mão de obra. 

As ações reunidas no programa Indústria de Talentos se concentram, entre outras medidas, em destacar os benefícios de trabalhar na indústria e facilitar a conexão entre talentos e empresas. Para isso, Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS estão apostando na ampliação de cursos técnicos, no fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) profissionalizante, em programas de qualificação, ações voltadas à inteligência artificial, jovens em serviço militar e integração de migrantes, além da criação da plataforma Oportunidades na Indústria (Oi), que conectará vagas abertas na indústria a potenciais candidatos. Também está em negociação a inclusão de uma trilha de ensino técnico no Ensino Médio gaúcho.

Uma das novidade é o programa Liderança em Inteligência Artificial (LIA), com 10 mil horas de capacitação para educadores com toda a expertise de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS. A ideia é que se possa buscar formação pessoal e empresarial, com a finalidade de otimizar o trabalho dos colaboradores a partir de ferramentas que utilizam IA. 

Há, ainda, o programa SEJA Pro + Trabalho e Emprego. Em novembro de 2024, o Departamento Nacional do Sesi firmou um acordo com o Conselho Nacional do Sesi e o Ministério do Trabalho e Emprego para oferecer vagas de Educação de Jovens e Adultos Profissionalizante Integrada. No RS, o objetivo é apoiar a escolarização e qualificação técnica de, inicialmente, quase 2 mil jovens com idade entre 18 e 29 anos. 

O QUE INTEGRA O INDÚSTRIA DE TALENTOS

  • Indústria Acolhedora 
  • Oportunidades na Indústria
  • SEJA Pro+ Emprego e Renda
  • Liderança em Inteligência Artificial
  • Soldado Cidadão 
  • Cartilha Jovem Aprendiz

MAIS INICIATIVAS
Para manter os talentos no radar das indústrias gaúchas, outro desafio atual, o Sistema FIERGS está desenvolvendo a plataforma Oi, ferramenta que irá conectar alunos formados pelo Senai-RS, Sesi-RS e IEL-RS a indústrias. 

O Indústria Acolhedora, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), está implantando o Programa de Acolhimento e Integração de Migrantes na Indústria Gaúcha. A proposta é promover qualificação, empregabilidade e retenção de migrantes e refugiados no setor industrial. A empresária, modelo e atriz Luiza Brunet, embaixadora da OIM, participou do lançamento, em junho. Um projeto-piloto já está em andamento em Erechim, na empresa Comil.

Outra ação estratégica é o programa Soldado Cidadão, que visa à formação técnica e inserção profissional de jovens do serviço militar. A expectativa é que, em três anos, 10 mil alunos passem por cursos no turno inverso às atividades nas Forças Armadas.

O propósito é ampliar as oportunidades de empregabilidade após o fim do serviço obrigatório e facilitar a integração socioeconômica. Há, ainda, a Cartilha Jovem Aprendiz, com orientações para que as indústrias possam aproveitar melhor as potencialidades desse programa de inserção de jovens no mercado de trabalho.

Projetos do Sistema FIERGS unem tecnologia e educação para impulsionar o setor produtivo


Um dos cinco pilares da gestão Claudio Bier, a inovação tem deixado de ser apenas um conceito abordado em eventos para se tornar uma ferramenta e uma política de desenvolvimento dos projetos do Sistema FIERGS. Com investimentos específicos para essa área e apostando em estratégias inéditas nos projetos – como inovação aberta, transformação digital, uso de inteligência artificial, dados e metodologias ágeis —, Senai-RS, Sesi-RS e IEL-RS atuam de forma integrada para impulsionar a indústria, torná-la mais forte e contribuir para os demais eixos da gestão.

Os esforços do Sistema FIERGS são uma resposta a uma realidade desafiadora: em um mundo globalizado e volátil, onde predominam a concorrência de grandes empresas e a escassez de mão de obra, a indústria gaúcha precisa aumentar sua competitividade com automação e produtividade, além da atração de profissionais qualificados. 

“A união entre indústria e ecossistema de inovação é fundamental para acelerarmos nosso caminho rumo à indústria do futuro. Contamos com as startups para ajudar a indústria gaúcha nesta corrida mundial pelo melhor desempenho. Sem avanços em soluções inovadoras, não há futuro para a indústria”, afirma o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier. Diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta resume a importância dessa estratégia: “As startups de hoje são as indústrias de amanhã”.

VISÃO ESTRATÉGICA
Para inserir os industriais gaúchos nesse cenário e melhorar o desempenho das empresas, fazendo com que saibam como captar e onde aplicar recursos para inovar e construir soluções práticas para os problemas cotidianos dos negócios, o Sistema FIERGS criou o Grupo de Trabalho de Inovação (GT de Inovação), que tem estruturado iniciativas como Indústria do Amanhã e Fórum de Líderes. 

A expectativa é de que todas as frentes de trabalho da FIERGS possam auxiliar as indústrias do estado a se inserirem no ecossistema de inovação. Na visão da gestão, não é produtivo pensar em ações isoladas, com efeito limitado, mas é preciso pensar de forma sistemática.  

Por isso, há a atuação integrada das três casas, com ação colaborativa e alinhada nas agendas. Um exemplo desse propósito que já está em atividade é o programa Indústria do Amanhã, uma parceria com o Instituto Caldeira que envolve jovens, indústrias, startups e municípios.

Metas até metade de 2026 no Indústria do Amanhã: 

  • 5.000 jovens e 5.000 empresas sensibilizadas. 
  • 100 eventos. 
  • 500 educadores e gestores capacitados.
  • 10 cursos em robótica e inovação.
  • 1.000 jovens capacitados para atuar na indústria.
  • 100 empresas com contratos para estágio.
  • 50 indústrias com inovação aberta.
  • 150 startups conectadas a oportunidades.
  • 5 vagas para talentos em missão internacional.
  • 50 municípios impactados por ações.

PRESENÇA E AÇÃO
O protagonismo do Sistema FIERGS também foi ampliado no South Summit. Pela primeira vez com estande institucional, a Federação contou com uma maior participação de empresários e ações de fortalecimento da marca. 

A Federação também participou com soluções em inovação em eventos como Gramado Summit, Mercopar, Expodireto e  Expointer.

A Divisão de Tecnologia e Inovação do Senai-RS integra o grupo de centros pioneiros da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) focados em pesquisa e inovação em hardware para agricultura digital. Além disso, o Senai-RS intensificou sua atuação em projetos de inovação. A Divisão de Tecnologia e Inovação (DTI) executou 21 projetos, os quais somaram R$ 46,5 milhões em investimentos — alta de 35% em relação ao período anterior. 

Outro destaque é o lançamento da primeira plataforma de biomassa do Rio Grande do Sul. Desenvolvida pela equipe de dados da DTI, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, a plataforma responde à urgência climática e à demanda por soluções sustentáveis. 

Além disso, a área de educação do Senai-RS participa de eventos como o Grandprix de Inovação, incentivando alunos a buscarem soluções criativas para demandas reais da indústria gaúcha.

Novas unidades, ampliações ou reformas qualificam serviços à indústria gaúcha


Estar mais próximo das indústrias e de suas necessidades no interior do estado é uma das principais metas do Sistema FIERGS. No primeiro ano de gestão de Claudio Bier, por meio do programa de interiorização e com base nas demandas dos industriais, foram anunciadas novas unidades do Sesi-RS e Senai-RS em regiões como Vale do Sinos, Encosta da Serra, Vale do Taquari e Noroeste. Também houve inaugurações na Região Metropolitana, no Vale do Rio Pardo, no Vale do Taquari, na Serra e no Noroeste.

A expansão contribui para a formação de talentos, especialmente no interior, onde milhares de vagas seguem abertas nas indústrias, mesmo com benefícios e salários acima da média. Além disso, a presença do Sesi-RS oferece ensino de qualidade para os filhos dos trabalhadores. Os investimentos na saúde promovem melhorias na qualidade de vida dos profissionais e das comunidades, evitando afastamentos por doenças que podem ser prevenidas. A presença no interior também representa uma aposta no desenvolvimento tecnológico nas diferentes regiões.

Entre os projetos do primeiro ano de gestão, estão as inaugurações das escolas de ensino médio com contraturno do Sesi-RS, entregue em 2024, em Lajeado e Canoas.  

Em Panambi, foi aberto neste ano um novo espaço de contraturno tecnológico como FabLearn (metodologia voltada ao desenvolvimento da criatividade por meio de tecnologias e projetos práticos). 

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também teve suas instalações modernizadas no município. No ensino profissionalizante, o Senai-RS inaugurou escolas em Venâncio Aires (2024), Ibirubá (2025) e Cachoeira do Sul (2025).

Outras unidades do Sesi-RS estão no planejamento da entidade, algumas já iniciando suas atividades em breve. No Vale do Sinos, uma nova escola de ensino médio será aberta em 2026 nas instalações do Centro Universitário Feevale, em Novo Hamburgo. Na Serra, a escola de Bento Gonçalves também começará suas atividades no próximo ano letivo.

Para tornar a expansão mais eficiente, uma das formas adotadas é o modelo built to suit, no qual empresários constroem os prédios que são locados pela prefeitura. O Senai-RS fornece os equipamentos e a equipe necessários. A unidade de Ibirubá foi a primeira neste formato, inspirado em práticas dos Estados Unidos. Em Sapiranga, será entregue uma nova escola do Senai-RS, nesse  mesmo modelo. Essa estratégia permite concentrar os investimentos na formação de alunos e ampliar a oferta de bolsas gratuitas. Em outros casos, estruturas já existentes são aproveitadas, como na Feevale, que receberá a escola de ensino médio e o EJA do Sesi-RS. “Nosso foco é a educação e a formação de mão de obra qualificada para atender à demanda da indústria, não é a construção de prédios”, destaca o presidente Claudio Bier.

Além das novas unidades, o Sistema FIERGS está atento às necessidades de reforma e ampliação de escolas do Senai-RS, como as já anunciadas para Igrejinha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga, Lajeado, Panambi, Não-Me-Toque, Santa Rosa, Canoas e Horizontina. Em Porto Alegre, a escola localizada na Avenida Mauá está passando por obras de restauração pós-enchentes, que devem ser finalizadas em dezembro. Uma segunda fase está prevista para 2026. Essa unidade irá dialogar com o sistema de inovação do 4º Distrito, ancorado pelo Instituto Caldeira, e se tornar uma referência nacional.

SAÚDE E BEM-ESTAR
O Sistema FIERGS também entregou melhorias na área de saúde e bem-estar. Em Panambi, além da ampliação do contraturno tecnológico, foi inaugurada uma nova academia com atendimento especializado no centro da cidade. Em Caxias do Sul, um novo estúdio de pilates foi aberto à comunidade. “Atuamos em várias frentes, incluindo a saúde do colaborador. Fornecer espaços modernos e seguros para a prática de exercícios físicos e para atendimentos em saúde é prezar pela qualidade de vida da nossa força de trabalho e ajudar a aumentar a produtividade nos ambientes de trabalho”, afirma a diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta.

Inovação, crédito acessível e exportação para o crescimento das pequenas e médias indústrias gaúchas movem ações do Sistema FIERGS


Em um universo de 52 mil indústrias representadas pelo Sistema FIERGS no Rio Grande do Sul, cerca de 95% têm menos de 50 empregados. “As pequenas e médias indústrias são a base da força produtiva do nosso estado. O Sistema FIERGS atua oferecendo suporte em gestão, crédito, mão de obra e inovação, com o objetivo de construir uma indústria cada vez mais competitiva e inovadora”, detalha o presidente Claudio Bier.

Para atender a essa expectativa, uma das principais estratégias é a interiorização. Com o Rota FIERGS, o corpo técnico da entidade, por meio dos conselhos temáticos, consegue absorver as demandas das indústrias locais e propor soluções. Há, inclusive, um conselho específico para as pequenas e médias indústrias, o Copemi, o qual trabalha em transversalidade com os demais, fazendo com que todas as áreas tenham um olhar aguçado para esse segmento.  

Uma das soluções desenvolvidas é o Balcão de Inovação, sob responsabilidade do Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec). A plataforma, lançada no Gramado Summit, aproxima as pequenas e médias indústrias das principais soluções disponíveis, como consultorias, editais, institutos de pesquisa, hubs e parques tecnológicos, oferecendo orientações práticas, conexões com especialistas e encaminhamentos necessários para acesso aos benefícios. “Não queremos empresas perdendo benefícios porque não sabiam como conseguir”, explica Bier.

A plataforma também auxilia os empresários na captação de investimentos em instituições como Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Badesul, agência de fomento do governo gaúcho.  

Quando o assunto é obter recursos financeiros, há, ainda, o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC) do Sistema FIERGS, que visa ajudar pequenos e médios industriais na contratação de crédito. Por serem menores, essas indústrias não costumam dispor de consultores próprios nas instituições financeiras para orientá-las sobre as opções disponíveis. É aí que o NAC atua, realizando atendimentos individualizados, orientando sobre as linhas de crédito adequadas a cada perfil e promovendo a interlocução direta com instituições financeiras. 

MAIS NEGÓCIOS
A participação e a realização de eventos focados nesse público fazem parte da estratégia para tornar os recursos mais acessíveis aos empresários. Durante o Impulsionando a Indústria, em maio deste ano, houve uma rodada de crédito que reuniu instituições financeiras e empresas industriais para atendimentos técnicos diretos. Dedicado exclusivamente às pequenas e médias indústrias, o evento contou ainda com uma programação diversificada voltada à inovação e à internacionalização, outro pilar que pode ajudar no crescimento das indústrias à medida que contribui para a expansão das vendas.

Para aumentar a competitividade e expandir mercados, o Sistema FIERGS intensificou atividades para PMEs, atendendo a mais de 5 mil indústrias desse segmento desde o início da gestão, por meio de capacitações, eventos de conteúdo, estudos de mercado e inteligência comercial, ações de promoção de negócios e consultoria em regras de origem e certificações. 

Um desses eventos foi o Inspire Export, no início de julho deste ano, voltado a promover, inspirar e potencializar a internacionalização das indústrias gaúchas, tendo como principal enfoque a participação de diferentes empresas do estado, que contaram suas trajetórias e experiências nesse sentido. Missões e feiras internacionais também são oportunidade para análise de mercados e acesso a novas tecnologias para as empresas, as quais contam com o apoio da entidade em sua participação.

Inovação, engajamento e resultados conectam o Sistema FIERGS à comunidade gaúcha


A saúde e a educação cumprem papéis fundamentais para o desenvolvimento da indústria. Com colaboradores saudáveis e com bom nível de instrução, é possível avançar no crescimento das indústrias e, consequentemente, no desenvolvimento econômico do estado. Por isso, as iniciativas do Sesi-RS, Senai-
RS e IEL-RS formam mão de obra qualificada e atendem de forma mais ampla ao público industrial, estendendo benefícios aos familiares dos trabalhadores. Os programas ofertados visam desenvolver talentos para além do cotidiano nas fábricas, promovendo objetivos pessoais e um futuro de qualidade para os 
dependentes.

Essa perspectiva integrada tem gerado resultados. A escola de ensino médio do Sesi-RS, em expansão para cidades como Lajeado e Canoas (2024) e com previsão de abertura em Bento Gonçalves e Novo Hamburgo, oferece ensino inovador, alinhado com questões atuais e com possibilidade de dupla formação, sendo uma delas técnica. Aulas engajadoras e metodologia diferenciada fazem com alunos se destaquem, especialmente nas áreas de ciências exatas e da natureza.

No primeiro ano desta gestão, os estudantes foram protagonistas em eventos nacionais e internacionais. Na escola de São Leopoldo, ganharam 11 menções honrosas, uma medalha de prata e uma de bronze na Olimpíada Canguru de Matemática. Em Montenegro, alunos conquistaram ouro, prata e três bronzes na Olimpíada QuiMeninas. Outros 13 alunos foram credenciados para a seletiva internacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Em Pelotas, um estudante se destacou na Olimpíada de Matemática, e um projeto de absorventes sustentáveis foi reconhecido na Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), que ocorreu em Santa Catarina. Já na unidade de Gravataí, os alunos conquistaram os 1º e 2º lugares na Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa. E esses são só alguns dos exemplos.

VOLTA À ESCOLA
Paralelamente, o Sistema FIERGS tem fortalecido a EJA do Sesi-RS, eixo de educação direcionado especificamente para trabalhadores da indústria. Cada vez mais jovens, eles aproveitam a oportunidade de concluir uma etapa educacional, resgatar a autoestima e traçar uma carreira promissora. Com ensino a distância e metodologia voltada ao mundo do trabalho, o programa favorece o uso prático do conhecimento, estimulando a inovação e aumentando a competitividade das empresas. Para as indústrias, é uma oportunidade de elevar a escolaridade e qualificação do quadro de pessoal.

“Muitos dos nossos estudantes conseguem empregos melhores na indústria ou no próprio sistema. Temos alunos que hoje são instrutores de Sesi-RS e Senai-RS. É um ciclo virtuoso”, afirma a diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta.

Fundamental nesse processo por cuidar da capacitação de quem ensina, o Instituto Sesi-RS de Formação de Professores tem se consolidado como referência nacional em inovação e qualificação docente. Seu instrumento de avaliação de competências digitais foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) como uma das seis iniciativas mais relevantes do mundo, incluída no Guia de Saberes Digitais do Programa Escolas Conectadas. A partir disso, o Instituto passou a ofertar cursos gratuitos na plataforma Avamec para professores das redes públicas, promovendo uma cultura digital nas escolas.

Entre os destaques recentes do Instituto, está o programa Conectando Saberes, o qual une formação docente à resolução de desafios reais propostos por empresas, aproximando educação e mundo do trabalho. Premiado com o Top Ser Humano da ABRH-RS (2024), o programa foi elogiado por transformar práticas pedagógicas e aumentar o engajamento dos estudantes.

CONTATOS GLOBAIS
O protagonismo dos alunos do Senai-RS também ultrapassou fronteiras neste primeiro ano da gestão de Claudio Bier. Projetos se destacaram na Feira Brasileira de Ciências e Engenharias (Febrace), em São Paulo (4º lugar com os projetos Smart Totem e Cloth Wood), receberam Menção Honrosa no International Festival of Engineering Science and Technology (Ifest), em Túnis (Tunísia), e uma medalha de bronze na Genius Olympiad, em Nova Iorque (EUA).

O projeto Libras Connect, ferramenta educacional para apoio à educação de pessoas surdas, foi campeão em Ciências Exatas no Expo Nacional MILSET Brasil 2025, em Fortaleza, qualificando-se para a versão mexicana da feira. O Desafio de Projetos Integradores mobilizou 51 iniciativas em 33 Centros de Formação, enquanto o Grand Prix Senai de Inovação envolveu mais de 1,6 mil alunos em maratonas criativas realizadas em 17 unidades.

Alunos gaúchos também representaram o Brasil na 47ª WorldSkills, em Lyon (França), nas modalidades Mecatrônica, Robótica Móvel Autônoma e Sistemas Drywall. O Mundo Senai 2025, realizado de 5 a 7 de junho, atraiu 21.746 visitantes em 37 unidades de 36 cidades. Oficinas, palestras e experiências interativas aproximaram a educação profissional da comunidade e do setor produtivo.

A gestão também investiu em parcerias e tecnologia. No Conecta RS 2025, o Sistema FIERGS inaugurou novos laboratórios do Senai-RS em telecomunicações e redes de computadores na unidade Visconde de Mauá, em Porto Alegre. Um dos destaques é o laboratório de comunicação móvel com tecnologia 5G, estruturado em parceria com a  empresa chinesa Huawei.

“Isso é um reconhecimento para os nossos estudantes e para o Sistema FIERGS. Estamos aproximando a juventude da indústria por meio da educação e inovação, tornando a atividade ainda mais atrativa”, salienta o presidente Claudio Bier.

SAÚDE E BEM-ESTAR
As ações voltadas ao bem-estar dos colaboradores também cresceram neste primeiro ano de gestão. O número de participantes nas corridas do Sesi-RS aumentou de 15,8 mil (2024) para 16,2 mil (2025). A arrecadação de alimentos subiu de 158,2 mil para 198,8 mil toneladas. Além dos circuitos regionais, foi realizada a 1ª Corrida Nacional do Sesi, em 1º de maio, em Porto Alegre, com 1,2 mil participantes.

“Neste ano, o envolvimento dos vice-presidentes nas cidades e a presença do presidente na premiação nacional estimularam o engajamento dos colaboradores e da comunidade externa”, avalia a diretora Susana Kakuta.

A Liga Esportiva do Sesi-RS também ampliou sua atuação neste ciclo, com novas turmas em Santa Rosa. Os números refletem esse crescimento: 221 alunos em Santa Rosa, 202 em Santa Cruz do Sul, 203 em Canoas, 335 em Panambi e 178 em Caxias do Sul.

Na vertical de saúde, o Sesi-RS investiu em inovação para tornar os ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. Desde o início da gestão, nove projetos foram implementados, com participação em 10 eventos — incluindo Gramado Summit e South Summit. Entre os destaques, estão os lançamentos dos aplicativos Saúde com Você (para pessoas físicas) e o portal Saúde da Indústria (para empresas), as quais integram um ecossistema digital voltado à automação, à eficiência e ao apoio à tomada de decisões, atendendo desde empresas sem estrutura própria de saúde até as mais avançadas.

Em meio ao aumento de  atendimentos médicos devido a doenças respiratórias, em junho foi firmado convênio com o governo estadual para que 28 tendas com profissionais especializados atendam à população em 22 municípios. “Esse é um exemplo de como o Sistema FIERGS atua para além da indústria, auxiliando as comunidades nos momentos em que mais precisam. Temos a certeza de que, assim, estamos contribuindo para um estado melhor, onde as pessoas desejam viver e prosperar”, considera Bier.