Segundo ele, os desafios enfrentados pelas indústrias do Vale do Rio Pardo acompanham o cenário vivido pelo setor industrial brasileiro, especialmente em relação ao aumento dos custos de produção, à elevada carga tributária, à dificuldade de contratação e qualificação de mão de obra e à necessidade constante de inovação para manter a competitividade. No setor têxtil e de confecção, Simon destaca ainda a forte concorrência internacional e a demanda contínua por investimentos em tecnologia, sustentabilidade e valorização das marcas regionais. “Hoje, o consumidor está mais exigente e conectado, o que exige das empresas rapidez, eficiência e capacidade de adaptação constante”, afirma.
Para os próximos anos, a gestão pretende ampliar a atuação do Sindivest SCS para além da representação institucional, aproximando a entidade de iniciativas voltadas ao crescimento das indústrias da região. Entre as prioridades estão a intensificação da integração com o Sistema FIERGS e a participação em ações estratégicas, como o Programa de Apoio a Projetos Sindicais (Prosind), voltado ao apoio das entidades industriais gaúchas. “O sindicato precisa atuar como uma plataforma de apoio e desenvolvimento para o setor”, justifica Simon.
O presidente também ressalta a importância do associativismo para o segmento industrial. Na avaliação dele, a atuação conjunta eleva a capacidade de articulação e contribui para a construção de soluções coletivas. “Quando as empresas atuam unidas, ganham voz e capacidade de defender seus interesses. O associativismo cria um ambiente mais colaborativo e estratégico para toda a cadeia produtiva”, opina.
Ao falar sobre o papel do Sistema FIERGS, Simon destaca a contribuição da entidade para a indústria gaúcha, especialmente por meio da atuação do Sesi, Senai e IEL nas áreas de educação, qualificação profissional, inovação, saúde, segurança e desenvolvimento industrial. Outro aspecto apontado pelo dirigente é a presença regional da Federação. “A FIERGS possui lideranças atuando em diferentes regiões do Estado, o que aproxima a federação dos sindicatos e das necessidades reais das indústrias gaúchas”, observa.
Entre os legados que pretende deixar ao fim da atual gestão, Simon afirma que é a construção de um sindicato mais conectado às empresas e atento às demandas de toda a cadeia produtiva, especialmente das pequenas indústrias da região. Para o dirigente, elevar a cultura de participação, cooperação e união entre as empresas será fundamental para preparar o setor para os desafios dos próximos anos e ampliar a competitividade da indústria regional.
Deixe um Comentário