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O empresário Maurício Fontana assumiu, nesta sexta-feira (4), a presidência do Sindicato das Indústrias Químicas do Estado do Rio Grande do Sul (Sindiquim-RS). A posse ocorreu na sede do Sistema FIERGS, em Porto Alegre. Com ampla experiência no setor e já atuando na diretoria da entidade há dois mandatos, Fontana sucede Newton Battastini, que seguirá colaborando como conselheiro. 
 

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, esteve presente no evento. “Em nome das 52 mil indústrias e dos 108 sindicatos que o Sistema FIERGS representa, agradeço ao presidente Maurício Fontana por sua vontade em colaborar conosco pelo associativismo industrial, e ao ex-presidente Newton Battastini pela condução do Sindiquim-RS e a sua disposição de continuar colaborando com o sindicato”, declarou.  

À frente da nova gestão, Fontana projeta continuidade e avanço em temas estratégicos. “Vamos seguir insistindo em temas estruturais, como a atração de investimentos para a indústria química no Rio Grande do Sul, especialmente em áreas como fertilizantes, hidrogênio verde e infraestrutura de energia e gás”, destacou, ressaltando também a importância dos avanços e qualificação de questões logísticas, ponto crucial para despertar o interesse de novas empresas em estar no mercado do RS. 
 
Uma das prioridades da nova administração será ampliar o diálogo com os associados de menor porte, especialmente os do interior do Estado. “O sindicato é estadual e precisamos garantir que as pautas contemplem desde grandes players até as pequenas e médias indústrias. Faremos rodadas regionais para ouvir os associados, levantar demandas locais e fortalecer a representatividade da base”, afirma Fontana.

Outro ponto enfatizado pelo presidente é a importância do associativismo. Ele cita como exemplo recente a mobilização do sindicato contra a cobrança indevida de tributos federais das microempresas do setor de cosméticos no Estado. “Isoladamente, uma empresa tem força limitada. Mas quando as demandas convergem e são levadas coletivamente, os resultados aparecem”, defende.

A continuidade de projetos estruturantes, como o Polo Integrado da Química, também está no radar da nova gestão. “É uma pauta comum a toda diretoria e fundamental para ampliar a cadeia de valor dentro do próprio Estado. Não basta produzir a matéria-prima aqui e exportar para que outros transformem e agreguem valor. Precisamos gerar empregos e riqueza aqui”, explica.

A recente realização da primeira Feira da Química do RS, organizada pelo sindicato, com nova edição já marcada para 2027, também faz parte desse esforço de atratividade. “A feira mostra o potencial do setor e o esforço coletivo, de governo, entidades e empresas, em criar um ambiente favorável para o crescimento da indústria química gaúcha”, observa.

Com um cenário econômico nacional e global desafiador, Ecker afirma que seu maior objetivo é chegar ao final do mandato preservando e ampliando a competitividade do setor no Estado. “Nosso foco é não perder o que já temos, mas também criar novas alternativas de negócios, reduzindo a dependência externa. Hoje, mais de 60% dos insumos químicos consumidos no Brasil são importados. Precisamos mudar esse quadro”, conclui.

sexta-feira, 4 de Julho de 2025 - 12h12

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