Você está aqui

A Etapa Estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (CNT) reuniu nesta quarta-feira (12), em Porto Alegre, representantes de empregadores, trabalhadores e governo para debater os desafios e as perspectivas do mundo do trabalho. Ao longo do dia, no Hotel Embaixador, participaram do encontro, entre outros profissionais, os delegados representantes da indústria, conselheiros, representantes e assessores jurídicos do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) e da Unidade de Desenvolvimento Sindical (Unisind), da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), liderados pelo coordenador do Contrab e diretor do CIERGS, Guilherme Scozziero.

Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à construção coletiva de políticas públicas e diretrizes para a promoção do trabalho decente, inclusivo e sustentável em todo o País.

Guilherme Scozziero destacou que a conferência representa um importante espaço de diálogo e construção coletiva. Segundo ele, a delegação empresarial contou com 65 representantes, atingindo o número máximo de delegados possíveis, o que reflete o engajamento e a representatividade das entidades empresariais gaúchas, incluindo a das indústrias. “Foi uma manhã de intensas discussões das propostas de cada bancada, com quatro grupos temáticos. Em três deles, houve consenso, trabalhadores, empregadores e governo aprovaram por unanimidade propostas que, no entendimento de todos, atendem às diferentes partes”, ressaltou.

Scozziero avaliou ainda que a experiência foi positiva e traz aprendizados importantes para o futuro. “Vamos colher lições para continuar aprimorando esse processo e discutindo as relações de trabalho de forma cada vez mais transparente, ouvindo as demandas dos trabalhadores e mostrando também os desafios enfrentados pelas empresas”, concluiu.

Os debates foram organizados em torno de dois grandes eixos: Transformações no mundo do trabalho frente às transições em curso e Políticas públicas para emprego, trabalho decente e transição justa. Já os subtemas incluem: Relação do Trabalho, negociação coletiva e segurança jurídica; Mercado e futuro do trabalho: intermediação, qualificação profissional e competências; Proteção e inclusão produtiva: emprego, desemprego, empregabilidade, novas formas de trabalho e inovações tecnológicas, e Políticas públicas de emprego, trabalho e renda e os fundos que as financiam: articulação, coordenação, informação e monitoramento.

As propostas aprovadas nesta etapa serão encaminhadas para a fase nacional, prevista para ocorrer em março de 2026, em São Paulo.

Publicado quinta-feira, 13 de Novembro de 2025 - 13h13