Reunião com a Sema definiu prioridades do setor de energia para 2026
Foto: Lucas Machado
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Tarifa de gás natural, leilões de energia e transmissão e planejamento da transição energética no Rio Grande do Sul marcaram a primeira reunião do ano do Grupo Temático de Energia do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) do Sistema FIERGS. Realizado na quarta-feira (4), o encontro na sede da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) foi espaço para definição das principais prioridades em 2026.
O coordenador do grupo, Ricardo Pigatto, destacou a necessidade de uma tarifa de gás natural mais competitiva e do aumento do suprimento no Rio Grande do Sul como fatores essenciais para a permanência e atração de empresas no estado. “A indústria espera ter acesso a gás competitivo. Hoje, há estados com tarifas mais vantajosas, o que nos preocupa. Precisamos de um modelo de cálculo mais justo, que fortaleça a competitividade do setor produtivo gaúcho”, afirmou.
Outro tema relevante da pauta foram os leilões de energia e transmissão promovidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), previstos para os dias 18 e 20 de março. Para os projetos de usinas termelétricas (UTE) a gás natural, carvão mineral e usinas hidrelétricas (UHE), há 330 empreendimentos cadastrados. Já nos leilões de reserva de capacidade, são 38 projetos inscritos, envolvendo óleo combustível, diesel e biodiesel. Os conselheiros reforçaram a importância da realização dos leilões para garantir segurança energética e previsibilidade ao setor.
Por fim, o diretor do Departamento de Energia da Sema, Rodrigo Huguenin, apresentou as perspectivas do estado para 2026 e o planejamento de médio e longo prazo. O mapeamento dos potenciais energéticos aponta oportunidades relevantes nas áreas de geração eólica onshore e offshore, solar, hídrica e biogás. Segundo Huguenin, o aproveitamento do potencial eólico deve receber atenção especial, com base em estudos como o Atlas Eólico do Rio Grande do Sul, que indica as regiões com maior potencial de vento e os respectivos potenciais de geração de energia a partir dessa fonte.


