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O Sistema FIERGS reforçou, nesta segunda-feira (2), a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 27/2023, que prevê a criação de um fundo constitucional para o desenvolvimento econômico e social dos estados do Sul. O tema foi debatido durante reunião do Conselho de Articulação Política (Coap) da federação com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Sérgio Peres (Republicanos), e do deputado e coordenador da bancada federal gaúcha, Afonso Hamm (PP).

O coordenador do Coap, Diogo Bier, destacou que o diálogo institucional é fundamental para sensibilizar o governo e avançar na tramitação da proposta. Segundo Diogo, a relação com os Poderes, especialmente com os parlamentos, tem sido construída de forma sólida. “Plantamos, no ano passado, a semente do fundo constitucional, que hoje é uma bandeira da bancada federal. Colocamos como prioridade na agenda legislativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2025 e foi uma conquista mantê-lo também em 2026", afirmou. 

A PEC 27/2023 propõe criar fundos constitucionais de financiamento para as regiões Sul e Sudeste, sem retirar recursos dos fundos já existentes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e aumentar a parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 22,5% para 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, destinar 0,5 ponto percentual à segurança pública. "Se construirmos uma estratégia com habilidade política, tenho convicção de que avançaremos na Câmara e no Senado. Estamos inteiramente à disposição para contribuir”, complementou.

A diretora-geral do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang, também ressaltou que o fundo constitucional é uma das principais bandeiras da gestão do presidente Claudio Bier. “Pedimos apoio à indústria e ao fundo constitucional. Temos também outras pautas importantes, como irrigação. Trabalhando juntos, fortalecemos a indústria e consolidamos uma bancada forte nos âmbitos estadual e federal”, afirmou.

Coordenador da bancada federal, Hamm destacou que o fundo é importante para subsidiar programas de desenvolvimento nos estados do Sul. “Esses recursos fazem falta para equalizar programas e subsidiar iniciativas de desenvolvimento. Estamos trabalhando nessa pauta e precisaremos intensificar a interlocução”, pontuou. Além da própria PEC 27, o alongamento da dívida dos produtores gaúchos, afetados por estiagens e pelas enchentes de 2024, também é uma prioridade para este ano.

O presidente da Assembleia Legislativa reforçou o compromisso com projetos que fortaleçam a indústria e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “Estamos aqui para ouvir. Enfrentamos hoje desafios importantes, como a escassez de mão de obra. Precisamos ouvir quem investe e gera emprego, e pautar projetos importantes para o setor também no parlamento gaúcho”, afirmou Peres.

Uma audiência da comissão especial que trata da PEC 27 está prevista para o dia 24 de março, com a participação de federações empresariais das regiões Sul e Sudeste. O encontro deverá reunir representantes das federações e dos estados dessas regiões para fortalecer a articulação e a construção de uma política regional.

A discussão sobre a jornada de trabalho também foi tema na reunião. Diogo Bier alertou para os impactos da proposta de redução das horas de trabalho, em tramitação no Congresso Nacional, sobre a indústria e o comércio. “Quem vai arcar com o custo da redução das horas trabalhadas? Isso impacta o chamado Custo Brasil e pode comprometer a capacidade competitiva no médio prazo”, afirmou.
 

Publicado segunda-feira, 2 de Março de 2026 - 16h16