A integração do setor produtivo gaúcho às demandas estratégicas das Forças Armadas e da segurança pública representa um mercado com vastas oportunidades de negócios para o estado. O fortalecimento e o mapeamento desse potencial, especialmente das indústrias que já desenvolvem tecnologias com uso civil e militar, foi o principal tema debatido no Comitê da Indústria de Defesa e Segurança (Comdefesa), nesta terça-feira (17), na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS).
As perspectivas de negócios para o setor foram apresentadas pelo subchefe de Mobilização (Submob) do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, contra-almirante Rodrigo Mynssen Fonseca dos Santos. Ele explicou que a Mobilização Nacional é um instrumento legal que tem por objetivo manter o país preparado para fazer frente a uma eventual agressão estrangeira. Caso decretada, a medida permite ao Poder Executivo especificar o espaço geográfico da ação e adotar as medidas necessárias à sua execução, englobando a reorientação da produção, da comercialização, da distribuição e do consumo de bens, além da utilização de serviços.
Nesse cenário, ganha protagonismo a capacidade produtiva local. "O Rio Grande do Sul possui uma das bases mais robustas e diversificadas do país, com diversas empresas trabalhando com tecnologias duais, ou seja, utilizadas tanto para fins militares quanto para o setor civil", destacou o contra-almirante. Para mapear esse potencial tecnológico, Mynssen anunciou a criação da plataforma Defesa Mob. O portal de cooperação, que deverá ser lançado ainda em 2026, buscará registrar as indústrias no sistema de mobilização, dando visibilidade às capacidades produtivas para integrá-las diretamente às demandas de defesa.