A cônsul-geral da Hungria em São Paulo, Zsuzsanna László, destacou o programa Stipendium Hungaricum, desenvolvido em parceria entre o governo húngaro e o Ministério da Educação do Brasil
Foto: Laíse Jergensen
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
O Sistema FIERGS recebeu nesta quarta-feira (18) a visita de representação diplomática da Hungria. O diretor do Sistema FIERGS e coordenador do Conselho de Comércio Exterior (Concex), Aderbal Lima, e a cônsul-geral do país em São Paulo, Zsuzsanna László, trataram de assuntos relacionados a oportunidades de negócios e intercâmbio cultural.
As relações diplomáticas entre o Brasil e a Hungria, estabelecidas oficialmente em 1927, atravessam um período de dinamismo e diversificação. Atualmente, o Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Hungria na América Latina. Essa parceria é impulsionada por setores de alta tecnologia, como a exportação de aeronaves KC-390 da Embraer para o governo húngaro, e por uma cooperação educacional robusta através do programa Stipendium Hungaricum, que oferece 250 bolsas anuais a estudantes brasileiros.
“Representamos, aqui no Sistema FIERGS, 52 mil empresas industriais no Rio Grande do Sul e sabemos muito bem da importância das conexões bilaterais, construindo mais interação e aproveitando sinergias — não apenas comerciais, mas também em produtos e na cultura”, disse Lima.
Zsuzsanna destacou o programa Stipendium Hungaricum, desenvolvido em parceria entre o governo húngaro e o Ministério da Educação do Brasil, que oferece cerca de 250 bolsas anuais para estudantes brasileiros. Lima ressaltou que a atuação do Sistema FIERGS transita entre a universidade, as entidades de pesquisa e a indústria. “Acredito que podemos explorar, de forma estratégica, as possibilidades de enquadramento nesse programa, considerando também as contrapartidas do nosso lado. Ao conectar nossas universidades, podemos ampliar o acesso e identificar melhor o que temos a receber com essa articulação”, ressaltou.
Na área de negócios, a cônsul celebrou a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia, por trazer segurança e perspectivas favoráveis. “Esse acordo é positivo para a indústria húngara e não gera preocupações, ao contrário, deve ampliar as oportunidades e facilitar as relações comerciais”, afirmou.
A balança comercial do Rio Grande do Sul com a Hungria é deficitária. Em 2025, exportamos US$ 6,83 milhões, enquanto importamos US$ 10,81 milhões, resultando em um saldo negativo de US$ 3,99 milhões. O país responde por 0,03% das exportações gaúchas. O tabaco responde por 54,38% das vendas gaúchas à Hungria; em seguida, aparecem máquinas e equipamentos elétricos (28,54%). Quase 42% das compras do Rio Grande do Sul de húngaros correspondem a instrumentos de óptica (41,85%), com segmento na plásticos na sequência (21,31%). No cenário nacional, também há déficit, no total de US$ 330,74 milhões.

