Você está aqui

Escassez de chuvas pressiona custo da energia e trava mercado livre no RS

A escassez de chuvas pressiona os reservatórios gaúchos que abastecem as usinas hidrelétricas da Região Sul, aumentando o uso de térmicas e o custo da energia. O cenário preocupa a indústria e reforça a busca por alternativas mais competitivas para garantir o abastecimento da cadeia produtiva, como o mercado livre. O tema foi discutido na terça-feira (7), na reunião do Grupo Temático (GT) de Energia do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) do Sistema FIERGS, na sede da entidade.

Durante o encontro, o especialista Jeremias Wolff apontou que o Rio Grande do Sul apresenta a situação mais crítica do país em relação aos níveis de reservatórios. Segundo ele, a possível atuação do fenômeno El Niño pode contribuir para a recuperação das chuvas e aliviar o cenário.

A instabilidade no preço da energia no curto prazo (PLD) tem levado a uma postura de forte cautela no mercado livre. Como o indicador reflete as condições de oferta e demanda no sistema, a volatilidade aumenta a incerteza sobre os preços futuros. Diante disso, agentes evitam fechar novos contratos, temendo oscilações que possam comprometer o retorno das operações.

Em meio à pressão sobre o sistema hídrico, o projeto da usina termelétrica de Rio Grande foi citado como uma solução para garantir segurança energética em períodos de escassez. A alternativa, no entanto, traz um custo mais elevado em relação a outras fontes e amplia o uso de geração térmica.

Conduzida pelo coordenador do GT, Ricardo Pigatto, a reunião ainda apresentou as demandas do setor energético presentes na Agenda Legislativa da Indústria, lançada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em março, em Brasília.

 

Publicado quinta-feira, 9 de Abril de 2026 - 12h12