Pesquisa revela que confiança do industrial gaúcho continua baixa
ICEI-RS mostra que o principal foco de preocupação é em relação à economia nacional, mas existe otimismo na expectativa empresarial
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ICEI-RS mostra que o principal foco de preocupação é em relação à economia nacional, mas existe otimismo na expectativa empresarial
O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS), divulgado nesta quinta-feira (20) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), subiu 1,7 ponto em fevereiro, chegando a 48,5. Mas, ao permanecer abaixo dos 50 pontos, revela que, pelo terceiro mês consecutivo, os empresários continuam pessimistas – embora menos do que em janeiro de 2025, quando o resultado foi de 46,8. “O principal foco de preocupação do industrial gaúcho segue na economia nacional, com o aumento da inflação, dos juros e também a incerteza do cumprimento das metas para as contas públicas por parte do governo federal”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier.
Os resultados da pesquisa de fevereiro mostram que o índice recuperou parte das duas quedas seguidas anteriores, que chegaram a 6,6 pontos. Todos os componentes dos Índices de Condições Atuais (em relação aos últimos seis meses) e de Expectativas (em relação ao semestre seguinte) cresceram. O de Condições Atuais atingiu 44,9 pontos, dois a mais do que em janeiro. Havia perdido oito nos dois meses anteriores. Abaixo de 50, significa que o empresário gaúcho nota piora nas condições atuais dos negócios, mas de forma menos disseminada na comparação com janeiro. Apesar da melhora, os resultados relativos à economia brasileira, abaixo dos 40 pontos, continuam muito negativos. O índice de condições atuais subiu de 33,9 para 36,6 pontos. O valor, que segue bem abaixo de 50, reflete a grande diferença entre os percentuais de empresários que percebem piora (51%) e os dos que veem melhora (3,5%) em fevereiro. Para 45,5%, não houve mudança no cenário. Da mesma forma, o Índice de Condições das Empresas cresceu de 47,4 pontos para 49, mas permanece no campo negativo.
EXPECTATIVAS
Já o outro componente do ICEI-RS, o Índice de Expectativas, subiu para 50,3, um acréscimo de de 1,6 ponto em fevereiro ante janeiro, passando próximo do ponto neutro de 50 pontos. Porém, o pessimismo, apesar de menor, é disseminado no que se refere ao cenário econômico doméstico: o Índice de Expectativas da Economia Brasileira cresceu de 38,9 para 39,7 pontos no período. Em fevereiro, 42,7% dos empresários gaúchos se mostram pessimistas com a economia do país, ante 9,1% que revelam otimismo. A maioria, 48,3%, não espera alterações.
Por fim, em relação ao futuro dos seus empreendimentos, os resultados mostram que os empresários gaúchos ficaram mais otimistas, conforme aponta o Índice de Expectativas das Empresas. Passou de 53,6 pontos, em janeiro, para 55,6, em fevereiro, o melhor desempenho entre todos os componentes da pesquisa.
A pesquisa ouviu 145 empresas, sendo 30 pequenas, 50 médias e 65 grandes, entre os dias 1º e 12 deste mês.


