No decorrer da reunião, representantes dos setores de armas e munições, madeira e móveis, pescados e calçados — fortemente expostos ao mercado americano — relataram os impactos sentidos desde o anúncio do aumento das tarifas. O economista-chefe do Sistema FIERGS, Giovani Baggio, também apresentou dados que apontam o Rio Grande do Sul como segundo estado brasileiro mais afetado pela elevação tarifária, com uma perda potencial de R$ 1,9 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB).
Diante disso, Leite enfatizou que a prorrogação do prazo para entrada em vigor da nova taxa, prevista para 1º de agosto, é fundamental para que se possa negociar e minimizar os prejuízos aos setores produtivos gaúchos. Defendeu, ainda, que o governo federal precisará avaliar a adoção de medidas de apoio emergencial aos setores mais atingidos, caso não haja revisão das tarifas, ponto também apontado como prioritário em documento elaborado pela FIERGS e por sindicatos no início da semana.
“Existem empresas no Estado que exportam praticamente 100% da sua produção para os Estados Unidos. Comunidades inteiras estão sob risco. E esse impacto não será sentido apenas aqui: há também consequências diretas sobre cadeias produtivas e empregos nos próprios Estados Unidos. Por isso, nosso apelo é para que se avalie a postergação da entrada em vigor dessas tarifas, o que permitiria tempo para negociação, minimizando danos para os dois países”, afirmou o governador.
Também participaram do encontro os secretários estaduais da Casa Civil, Artur Lemos, de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e da Fazenda, Pricilla Santana, o presidente da InvestRS, Rafael Prikladnicki, e representantes de Abicalçados, CMPC, Farsul, Federasul, Fecomércio, GM, Tramontina, Braskem, Dell, Movergs, Sinborsul, Verallia, entre outras empresas e entidades setoriais.