O sonho começa aqui: time do Senai-RS prepara-se para a seletiva nacional da WorldSkills
Encontro promoveu atividades de integração e forneceu orientações gerais para as provas da seletiva nacional da WorldSkills
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Encontro promoveu atividades de integração e forneceu orientações gerais para as provas da seletiva nacional da WorldSkills
Em busca do ouro! Nos dias 6 e 7 de agosto, alunos e treinadores do Senai-RS participaram de um encontro na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O evento promoveu a integração e forneceu orientações gerais para as provas da seletiva nacional da WorldSkills, que ocorrerão de 25 de agosto até 28 de setembro, em diversas ocupações.
Segundo o delegado técnico da Seletiva Nacional WorldSkills, Rafael Pereira, a competição reúne talentos de vários estados para formar a delegação que representará o Brasil na WorldSkills Internacional, em Xangai, na China, em setembro de 2026. Neste ano, os participantes gaúchos disputam em 16 diferentes ocupações – que são as modalidades profissionais do torneio, como Mecânica Industrial, Soldagem e Sistemas Drywall. "O Senai-RS é representado na Seletiva Brasil por 20 jovens e 15 treinadores, vindos de mais de 15 unidades de todo o estado", afirma Pereira.
APOIO E ESTRATÉGIA
Na abertura do encontro, a diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta, destacou a importância da competição para a educação profissional e desejou sucesso aos competidores. “Queremos mostrar a competência do nosso estado nestas tecnologias, deixar o Rio Grande do Sul ‘bem na foto’”, ressaltou.
Já o gerente da divisão de educação profissional e tecnologia do Senai-RS, Marcio Basotti, enfatizou que a WorldSkills é um instrumento fundamental para promover a capacitação contínua dos docentes. Com base em sua experiência, compartilhou dicas valiosas: "Mantenham a calma, lembrem dos treinamentos, sigam o planejamento e esqueçam os concorrentes”.
PREPARAÇÃO INTEGRAL
O encontro contou com atividades de integração, exercícios laborais com profissionais do Sesi-RS e a apresentação das provas dos competidores aos colegas. Além disso, psicólogas da entidade realizaram rodas de conversa e dinâmicas focadas em autoconsciência e regulação emocional, buscando garantir que, por trás de cada prova, haja um jovem confiante, resiliente e mentalmente saudável.
Enrique Silveira, treinador, e Guilherme Lunardi, competidor de 21 anos, são uma dupla completa: em 2024, Silveira conquistou medalha de excelência em Lyon, na França, na modalidade Sistemas Drywall. Em 2025 voltou ao Senai-RS, dessa vez como treinador. Ele afirma que a experiência impulsionou o seu desenvolvimento pessoal. “Além das hard skills, as soft skills também são muito desenvolvidas tanto no treinamento quanto na competição”, explicou. Para o treinador, a expectativa é alta. “A nossa expectativa é dar continuidade aos bons resultados do Rio Grande do Sul. São duas medalhas de ouro consecutivas e, conquistando a terceira, bateremos o recorde da modalidade. Acredito que a nossa equipe tem muito potencial para dar continuidade a essa tradição”, afirmou.
Para Lunardi, a WorldSkills também não é novidade: no ano de 2022, iniciou o curso de Aprendizagem Industrial na Construção Civil. No mesmo ano, foi convidado por um instrutor para participar da seletiva estadual da modalidade. Aos 17 anos, identificou na competição uma oportunidade para se qualificar ainda mais na área. Campeão na etapa estadual, treinou por um ano para a etapa nacional, que aconteceu em 2023, na Paraíba, onde se consagrou campeão nacional. Há um mês da competição, Guilherme mal pode esperar pelas provas. “Estou com todo o gás para conquistar a próxima medalha de ouro do Rio Grande do Sul”, destacou.
Guilherme Biz da Silva, de 20 anos, compete em uma das ocupações mais vitoriosas do Senai-RS: a mecatrônica. Desde 1997, são 12 medalhas de ouro na competição nacional. Ele atua como programador, enquanto seu parceiro, Ygor Dutra, realiza as funções de montador. Ele explica que o maior desafio é, justamente, o trabalho em equipe. “Para trabalhar em dupla é essencial entender o lado do outro. Nos treinamentos, conversamos muito e fizemos muito replanejamento. Estamos alinhados para a prova”, afirmou. “Justamente por ser em dupla, o aspecto socioemocional pesa muito mais. Aprender a lidar com os erros, tanto os nossos quanto o dos parceiros, é fundamental. Trabalho muito isso, inclusive com o acompanhamento de uma psicóloga”, afirmou.
A WorldSkills sempre fez parte da vida profissional de Matheus Pereira, do Senai de Erechim. Depois de competir na etapa estadual na ocupação soldagem em 2017, Pereira ficou com sede de vitória, que não se concretizou naquele momento. Em 2021, entrou como instrutor no Senai-RS já com a WorldSkills em mente. Anos depois, em 2023, acompanhou a seletiva. “Ali brilhou o olho”, brinca. “O clima de competição me arrepiou e me deu vontade de voltar agora do outro lado do papel, como treinador”, aponta. Pereira destaca a importância de servir como referência técnica para o aluno, mas também em saber como motivá-lo e alimentar a ambição por vencer.
William Stölben, de 21 anos, quer continuar com a maré de bons resultados. Isso porque o jovem foi considerado pelo Sistema de Avaliação de Educação Profissional (Saep) o melhor aluno do Brasil no curso técnico em Manutenção de Máquinas Industriais do Senai. O resultado, que o colocou em primeiro lugar entre 229 participantes de todo o país, foi uma surpresa. “Eu nem sabia que a prova poderia gerar vaga para a WorldSkills. A gente ficou muito feliz com o resultado”, conta.
Representante do Senai Santa Cruz do Sul, Stölben afirma que a sua rotina inclui treinamentos intensivos na unidade, com apoio dos instrutores. “Estou preparado, confiante e vou em busca desse ouro”, afirmou.
A WORLDSKILLS
A WorldSkills é um torneio internacional em que jovens talentos demonstram as habilidades exigidas pelas profissões do futuro. Maior competição de educação profissional do mundo, ela reúne participantes de dezenas de países em provas que simulam desafios reais da indústria e do setor de serviços.
Realizado desde 1950, o torneio promove o desenvolvimento de competências técnicas e valoriza o ensino profissional como motor de transformação social e econômica. A cada edição, jovens com até 22 anos representam seus países em disputas que exigem excelência, inovação e capacidade de resolver problemas sob pressão.


