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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou, nesta terça-feira (24), na Câmara dos Deputados, a 31ª edição da Agenda Legislativa da Indústria, com 135 projetos acompanhados pelo setor industrial no Congresso Nacional. A construção do documento conta com a participação das federações estaduais, incluindo o Sistema FIERGS, que atuou para manter na pauta temas considerados relevantes para a competitividade da indústria gaúcha. Dos 135 projetos de lei (PL) analisados, o setor industrial defende a aprovação de 81 e diverge de 54.

“A Agenda Legislativa reúne posições construídas a partir de análise técnica e diálogo com o setor produtivo. São propostas que buscam eliminar excessos, reduzir custos e criar condições para que as empresas invistam e gerem empregos, fortalecendo o desenvolvimento do Brasil e do Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, que acompanhou a solenidade na Câmara. Na visão de Bier, as discussões atuais do Congresso são de "suma importância" para definir o rumo do país nos próximos anos. "Temos projetos que devem impactar fortemente a indústria, como a redução de jornada de trabalho. É importante que consigamos nos posicionar", ressaltou.

Além de debates de grande repercussão para indústrias de todo o país, como a possível redução da jornada de trabalho e a modernização das concessões, o documento preserva pleitos da FIERGS, como a defesa da PEC 27/2023, que cria o Fundo Constitucional do Sul e do Sudeste. A agenda também é favorável ao PL 2168/2021, que declara como de utilidade pública obras de irrigação e consumo animal, facilitando o licenciamento ambiental em situações de adversidades climáticas.
 

Por mobilização da federação gaúcha, também foi mantido na agenda o PL 1321/2023, que altera regras do vale-pedágio obrigatório, com o objetivo de corrigir distorções e reduzir custos logísticos, e incluído o PL 4459/2025, que flexibiliza cláusulas de manutenção de empregos em financiamentos emergenciais, medida defendida pela entidade após as enchentes no estado.

Durante o lançamento, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a necessidade de avançar em produtividade e competitividade com responsabilidade. “Precisamos ser responsáveis e sustentáveis. Queremos mais produtividade, melhor qualidade de vida e mais tempo para consumir, sem exageros filosóficos. Mas isso precisa ser consistente, uma conquista sólida, que se sustente ao longo do tempo e das gerações”, disse.

O Sistema FIERGS também esteve representado pelos coordenadores dos conselhos de Articulação Política, Diogo Bier, da Agroindústria, Alexandre Guerra, de Relações do Trabalho, Guilherme Scozziero Neto, e de Inovação e Tecnologia, Marcus Coester, além do ex-presidente da FIERGS e vice-presidente-executivo da CNI, Gilberto Petry. 
 

Publicado Terça-feira, 24 de Março de 2026 - 17h17