A importância da união entre indústrias para impulsionar o desenvolvimento econômico do Brasil foi destacada durante a terceira edição do INDX, promovida pelo Sistema FIERGS nesta terça-feira (2), em Porto Alegre. Criado para viabilizar discussões estratégicas destinadas ao fortalecimento do setor industrial, o evento teve como palestrante o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e contou com a presença de autoridades governamentais, lideranças empresariais e dirigentes de sindicatos industriais.
Em seu discurso, o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, ressaltou que o apoio de Alban e da CNI tem sido fundamental para o Rio Grande do Sul. Como exemplo, citou a tragédia climática enfrentada pelo estado em maio de 2024 e a inclusão do Fundo Constitucional para a Região Sul na agenda legislativa da Confederação. “Em momentos como o da grave crise climática, a união faz toda a diferença, e a CNI esteve ao nosso lado quando mais precisamos. O povo gaúcho não esquecerá da presença da indústria naqueles momentos cruciais”, afirmou.
Bier também destacou projetos desenvolvidos ao longo de 2025, como o Rota FIERGS, que promove a interiorização da entidade, e a ampliação de recursos do Programa de Desenvolvimento Sindical (Prosind) para fortalecer os sindicatos industriais. “Com o apoio da CNI, realizamos o terceiro Congresso Sindical, um marco na integração e no debate de pautas relevantes. Dispensamos atenção especial às pequenas e médias indústrias e, para potencializar ainda mais nossas ações, adotamos a gestão integrada para Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS. Também estamos investindo na formação profissional dos nossos jovens, construindo hoje a indústria do amanhã”, disse o presidente, acrescentando que, até 2027, serão investidos R$ 419 milhões em unidades do Sesi-RS e do Senai-RS.
Ao ressaltar a importância da troca de ideias e do processo de união da indústria em sua palestra, Alban apontou a necessidade de haver uma política industrial consistente no Brasil. “A Nova Indústria Brasil (NIB) é um começo e entendo que cabe a nós a responsabilidade de fazer disso um programa contínuo. Dentro desse espírito de complementaridade, de que juntos podemos mais e temos que fazer mais, nós estamos construindo junto com as confederações o que chamamos de uma proposta de ‘Pacto Brasil +25’. Não para o governo, mas sim para pensar em um país como nação, que pare de conjugar ‘nós e eles’”, argumentou.
O presidente da CNI destacou, ainda, que a Confederação vem se esforçando para ampliar o diálogo entre os setores industriais, com o objetivo de encontrar convergências e cobrar resoluções das autoridades governamentais. “Esse é o nosso papel, temos que fazer isso entre nós e entre todas as federações. Existe uma espécie de cumplicidade. A CNI tem a obrigação e está disposta a exercer esse papel. Precisamos encontrar essas convergências e ter voz. E as vozes, estão aqui, com empresários representativos que podem falar”, destacou.