De acordo com o governador Eduardo Leite, o financiamento – que tem custos subsidiados pelo Fundo Equaciona Sul – busca manter a competitividade das empresas neste momento de incerteza. O valor destinado a cada indústria será definido a partir de estudos da demanda de interessadas no programa. “É um pontapé inicial em relação aos impactos, porque é imprevisível o que vai realmente acontecer. Dependendo das tarifas, teremos que reprogramar, mas o fundamental é que há um recurso que já estamos programando para isso”, ressaltou.
MOBILIZAÇÃO CONTÍNUA
O Sistema FIERGS está mobilizado para minimizar os reflexos dessa situação nas indústrias desde o anúncio feito pelo governo americano. Na última segunda-feira (21), foram apresentadas reivindicações ao vice-presidente Geraldo Alckmin, em Brasília. Além disso, já houve duas reuniões com o governador Leite, além de encontros com sindicatos industriais e com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Já na próxima segunda-feira (28), uma comitiva da entidade, liderada por Claudio Bier, estará em Brasília para alguns compromissos e uma agenda com o presidente Lula. “O Sistema FIERGS segue em regime de total dedicação a este tema, buscando soluções ou ao menos formas de atenuar o impacto dessas tarifas”, enfatizou Bier.
Como vai funcionar o programa
- Início do programa: 4 de agosto
- Total disponível: R$ 100 milhões
- Forma: capital de giro
- Prazos: 60 meses, com até 12 meses de carência
- Custo: IPCA + 4% ao ano (total entre 8% e 9% ao ano)
- Financiamento: mediante avaliação econômico-financeira pelo BRDE
- Vigência: até dezembro de 2025