FIERGS entende que ameaça de inflação justifica a manutenção da taxa Selic em 2%
Presidente Gilberto Porcello Petry analisa decisão do Copom
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Presidente Gilberto Porcello Petry analisa decisão do Copom
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) considera que a manutenção da taxa Selic em 2%, anunciada nessa quarta-feira (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), se explica pelo fato de o Comitê julgar que, em caso de nova redução, os riscos em torno da inflação seriam atenuados. Por isso, a precaução deve ser mantida nessa e nas próximas reuniões. “Mesmo com os bons sinais de retomada das atividades, ainda não sabemos se a velocidade da recuperação será suficiente para nos levar ao nível pré-pandemia. Além disso, os riscos fiscais limitam muito os instrumentos para estimular a economia. A sequência de cortes nos juros foi importante para auxiliar na recuperação, mas é preciso ter cautela, tanto porque existem pressões opostas sobre a inflação, mas também porque somente juros baixos não garantem a total recuperação da economia”, explica o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, ressaltando a necessidade de maior comprometimento com as reformas para que o País possa voltar a crescer de maneira sustentada.
Segundo o presidente, as políticas de crédito e de transferência de renda adotadas pelo governo durante a pandemia podem manter a demanda em um nível acima do esperado no momento, gerando uma pressão de alta inflacionária. Ao mesmo tempo, a piora na ociosidade da economia devido à crise pode segurar o nível de preços em um patamar baixo demais, o que também é um risco e justifica essa cautela adicional do Copom, conclui a FIERGS.
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