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O Sesi Show está preparando a 34ª edição do tradicional Show Integração, que acontecerá de 26 a 28 de agosto no Centro Cívico Cultural Antônio Carlos Borges, em Santa Rosa. O espetáculo “A Vida em Cena: do Primeiro Gesto ao Último Aplauso” aborda a relação da arte com as diferentes fases da vida, desde o útero até a finitude, contada de forma poética como saudade e lembranças.

O show aberto à comunidade está marcado para o dia 27 de agosto, às 20h. As demais apresentações acontecem nos turnos da manhã e da tarde, entre os dias 26 e 28 de agosto, voltadas aos alunos do Ensino Fundamental das redes municipal, estadual e particular de Santa Rosa. O grupo Sesi Show é composto por 21 estudantes, entre 8 e 16 anos, que participam do programa de Iniciação às Artes do Sesi-RS. 

A proposta artística do Sesi Show é um musical integrado, que combina música, teatro e dança, sendo o único grupo do Sesi no estado com esta abordagem. Para o instrutor de Artes Edvino Neto, um dos responsáveis pelo projeto, o Sesi Show é muito mais do que técnica. "Os alunos que frequentam as oficinas são convidados a participar do grupo. Nem sempre apenas pela técnica, mas pela capacidade de se relacionar bem com os colegas", conta o instrutor, ressaltando o caráter coletivo da iniciativa.  

O programa de Iniciação às Artes acontece em Santa Rosa e em outras cidades do Rio Grande do Sul, como Marau, Gravataí, Lajeado e Panambi. As oficinas são destinadas a crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, matriculados em qualquer escola, pública ou particular, não sendo necessário ser aluno da Escola Sesi. Entre as modalidades oferecidas estão percussão, violão, canto, musicalização, prática coletiva e dança (esta última apenas em Santa Rosa). O programa é gratuito para dependentes de industriários e, para o público em geral, o valor é de R$ 167 por oficina. As aulas acontecem duas vezes por semana, com duração de 1h15 cada.

A iniciativa visa desenvolver os jovens por intermédio dos valores da arte como socialização, superação, trabalho em equipe, entre outros. O projeto contribui para a formação social e cultural da região Noroeste. De acordo com Edvino, a localidade tem muitas bandas de baile e o Sesi Show acabou formando músicos que trabalham nessas bandas. Ele afirma que, independentemente da carreira que cada aluno vá escolher no futuro, os valores cultivados no grupo e nas oficinas artísticas transcendem o espaço da instituição e acompanham os estudantes a vida inteira.

O instrutor de Artes Leonardo Chitolina, 35 anos, ingressou no grupo durante a infância, pensando em tocar guitarra. Formado em Pedagogia, decidiu seguir sua carreira profissional no Sesi. “Desde 2008, trabalho diretamente com o grupo, participo da construção dos roteiros e faço os arranjos musicais”, diz. Além do trabalho no grupo, ele também conduz as oficinas de violão, percussão e musicalização. 
 

O impacto do Sesi Show vai além do palco. Segundo o instrutor de Artes Cristian Silveira, o grupo contribui para o desenvolvimento integral dos alunos. “Trabalhamos memória, raciocínio lógico, autonomia. Muitos alunos saíram daqui e foram trabalhar como músicos, outros voltaram como instrutores e há quem foi para outras áreas, aplicando o que aprendeu aqui”. 

Esse legado também é visível nas histórias das famílias dos alunos. Charline Meinerz, 35 anos, analista da Gestão de Engenharia do Sistema FIERGS (Genge) e ex-integrante do grupo Sesi Show, compartilha sua experiência: "O Sesi Show desenvolveu meu crescimento, ajudou a perder a timidez, foi um espaço de acolhimento. Hoje, minha filha Laura, 8 anos, participa do programa de iniciação às artes, no grupo de dança. É importante para ela e para mim, porque sei que aqui ela vai se desenvolver, criar amizades e aprender autonomia".

Para Franciele Rohden, ex-integrante e hoje professora de Educação Infantil, o Sesi Show une gerações, promove amizades e oferece acesso à cultura para toda a cidade. Ela entrou no grupo em 1996 e lembra de um momento único que viveu aos 14 anos. “Fizemos um espetáculo em homenagem à apresentadora Xuxa. Eram 20 mil pessoas assistindo”. Hoje, a professora leva a filha Maria, 8 anos, para as aulas do grupo. “É emocionante ver minha história se repetir”, diz. 

O aluno Nelinho Steffen, 16 anos, destaca o quanto o Sesi Show transformou sua vida: "Entrei com 9 anos e agora posso dizer que o Sesi me ajudou muito, como artista e pessoa. Aprendi a tocar vários instrumentos e ajudo os mais novos”. Ele também ressalta o papel essencial dos mestres durante o processo. “Eles são muito dedicados e estão sempre prontos para ajudar", afirma o estudante. 

Com 36 anos de história, o Sesi Show de Santa Rosa segue firme como um espaço de formação artística e social, promovendo a cultura e ajudando jovens a descobrirem seu potencial. 

Publicado segunda-feira, 28 de Julho de 2025 - 11h11