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Para marcar o início das atividades do Grupo Temático de Telecomunicações do Conselho de Infraestrutura do Sistema FIERGS na atual gestão, o sócio-fundador da Gigalink, Osvaldo Lucho, apresentou estudo sobre os impactos ambientais das megaconstelações de satélites. Foi na terça-feira (23), em reunião híbrida conduzida pelo coordenador do grupo, Antonio Luiz Jardim Pereira. 

“O assunto é novo, mas exige atenção. Devemos encontrar o equilíbrio necessário entre o avanço tecnológico e a sustentabilidade”, destacou Lucho, ressaltando a importância de o governo acompanhar o tema para a elaboração de políticas públicas que mitiguem os impactos ao meio-ambiente, mas que não freiem o desenvolvimento. 

As chamadas megaconstelações são uma grande rede de pequenos satélites lançados na Órbita Baixa da Terra (OBT). Essa proximidade com o planeta permite que o sinal viaje com maior rapidez, resultando em uma internet de alta velocidade e baixa latência (pouco atraso). Seu objetivo central é criar um sistema de internet no espaço, que seja capaz de fornecer conexão de banda larga para quase qualquer lugar do mundo, incluindo áreas rurais, oceanos e regiões remotas. 

Segundo Lucho, os desafios que acompanham o tema não podem ser subestimados. Entre eles, ele cita a poluição atmosférica – com o alto índice de lançamento de satélites que pode liberar até 30 mil toneladas de fuligem na estratosfera –, o excesso de lixo espacial, composto por detritos que ficam em órbita e podem acabar caindo na Terra novamente, a poluição luminosa e a interferência nos sinais de rádio. 

"O grupo temático oferecerá um trabalho importante para o futuro da indústria. Por meio da nossa atuação, buscaremos dar luz a temas do segmento que tenham um impacto relevante para toda a sociedade”, enfatizou Antonio Luiz Jardim Pereira. 

Publicado quarta-feira, 24 de Setembro de 2025 - 11h11