Você está aqui

A indústria do Rio Grande do Sul conheceu os principais programas estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB) que podem gerar oportunidades de negócios. O tema foi abordado durante a 4ª Reunião do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança (Comdefesa) do Sistema FIERGS, nesta segunda-feira (18), realizada em parceria com a AEL Sistemas, na sede da empresa, em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do setor, autoridades militares e gestores da AEL.

O coordenador do Comdefesa, Aderbal Lima, ressaltou a importância da colaboração entre as indústrias e o setor de defesa, destacando o valor estratégico dessa parceria para o desenvolvimento tecnológico. “Temos orgulho de ter uma empresa como a AEL, principalmente sabendo da história dela, como foi criada no Brasil. Para nós, muito importante essa integração”, disse.

O diretor sênior de Negócios da AEL, José Eduardo Klippel, apresentou a companhia, que é uma referência nacional em tecnologia de defesa e atuação estratégica nos segmentos aeroespacial, militar e de segurança. “Metade da nossa receita anual, que é de R$ 250 milhões, está vinculada à exportação, muito por meio de projetos como esse, que a Força Aérea iniciou com a Embraer e a Saab, que hoje fornecem para o mundo”, ressaltou.

Após, o major-brigadeiro do ar Eduardo Miguel Soares, comandante do Quinto Comando Aéreo Regional, mostrou os projetos do Comando da Aeronáutica (Comaer) com potencial para as indústrias e oportunidades para a Base Industrial de Defesa (BID) do Estado. Ele apresentou o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (Pemaer) e os programas vigentes, que abrangem a aquisição de novas aeronaves, modernização de equipamentos, desenvolvimento tecnológico e capacitação de pessoal.

O brigadeiro do ar ressaltou que a BID é uma diretriz nacional prevista na política e na estratégia de defesa, mas enfrenta dificuldades ligadas à falta de previsibilidade orçamentária. “Em termos de orçamento para a defesa, a gente sofre flutuações, variações. Não se consegue ter uma previsibilidade. Quando recebemos um orçamento, é muito aquém ao necessário”, explicou. “Apesar dessa situação, o cenário mundial está impondo para vários países, inclusive os países da OTAN, um aumento bastante expressivo do investimento em capacidade de defesa, em armamentos e equipamentos”, concluiu. Para Soares, essa conjuntura reforça a necessidade de integração entre as Forças Armadas e a indústria.

Além disso, foram divulgadas as ações do Comdefesa para os próximos meses, como a Mercopar 2025, a Feira de Hannover 2026 e a realização da 1ª Mostra da Indústria de Defesa e Segurança (MIDS). Encerrando o encontro, os participantes realizaram visita técnica às instalações da AEL Sistemas. 

Publicado segunda-feira, 18 de Agosto de 2025 - 15h15