Durante o painel, foram apresentadas ações prioritárias da indústria para a adaptação climática, como maior monitoramento de fenômenos extremos, planos de contingência integrados a municípios e regiões, e estratégias estruturais e não estruturais para ampliar a resiliência. Entre as medidas, destacam-se a retomada da empregabilidade, o incentivo ao desenvolvimento econômico e a gestão eficiente dos recursos hídricos, com foco em reuso de efluentes industriais e reservação de água para irrigação.
No eixo da logística sustentável, os participantes defenderam a ampliação dos modais ferroviário e hidroviário, que podem reduzir significativamente as emissões relacionadas às mudanças climáticas. A exemplo do projeto da Ferroeste, na qual foi identificada diminuição de até 35,45%, conforme estudo de viabilidade realizado pela FIERGS.
Já sobre a transição energética justa, foram discutidos o plano do governo estadual e a necessidade de planejamento adequado para as regiões carboníferas, valorizando o potencial do Rio Grande do Sul na geração de energias renováveis - como eólica (onshore e offshore), biogás e biometano, biomassa, biocombustíveis e hidrogênio verde.