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Nota FIERGS – Elevação do IPI sobre a indústria do tabaco e impactos econômicos e sociais

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) expressa preocupação com as medidas anunciadas pelo governo federal que elevam o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. Embora reconheça a importância da responsabilidade fiscal, a entidade observa que a medida, destinada a compensar a desoneração de outros setores, transfere o ônus de forma desproporcional, gerando incertezas e impactando um segmento já sensível da economia.

O setor do tabaco possui significativa relevância socioeconômica, especialmente na região Sul do Brasil. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 45% da produção nacional, com mais de 286 mil toneladas em 2024, e a atividade está presente em 204 municípios gaúchos. O beneficiamento do tabaco gera em média 9,9 mil empregos diretos anuais, com picos de até 16 mil postos de trabalho, e contribui com US$ 3 bilhões em exportações. Por meio do Sistema Integrado de Produção, que articula produtores, indústria, logística e serviços, a cadeia promove impacto social positivo direto às famílias dos agricultores, sustenta empregos e impulsiona o desenvolvimento das comunidades e economias regionais.

A elevação do IPI, portanto, coloca em risco a manutenção desses postos de trabalho e o planejamento de empresas que sustentam milhares de famílias e economias locais. Além disso, o aumento do preço dos produtos legais tende a estimular o mercado ilegal, prejudicando a arrecadação, fortalecendo o crime organizado e desviando consumidores para produtos sem controle de qualidade. A FIERGS reitera a necessidade de políticas fiscais que considerem a justiça e a racionalidade econômica, preservando a previsibilidade, a estabilidade e a relevância social dos setores produtivos.

Publicado quarta-feira, 8 de Abril de 2026 - 21h21