Produção de semicondutores avança no RS em meio à demanda global por tecnologias digitais
Debate promovido pelo Sistema FIERGS abordou investimentos do Ceitec e aplicações ligadas à infraestrutura digital e à transição energética
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Debate promovido pelo Sistema FIERGS abordou investimentos do Ceitec e aplicações ligadas à infraestrutura digital e à transição energética
A ampliação da produção de semicondutores do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) no Rio Grande do Sul esteve em pauta nesta sexta-feira, durante reunião do Grupo Temático (GT) de Telecomunicações do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) do Sistema FIERGS. O encontro debateu a adequação da plataforma industrial da estatal e o cenário de expansão do setor, impulsionado pela crescente demanda global por tecnologias digitais.
Segundo o presidente do Ceitec, Augusto César Gadelha Vieira, países que investiram de forma estratégica no setor de semicondutores conseguiram consolidar cadeias tecnológicas robustas e se posicionar como referências globais na área. Para ele, o avanço da produção nacional também representa uma oportunidade de fortalecimento da indústria brasileira.
A discussão ocorre diante de um cenário de aumento da demanda por semicondutores, alavancado pelo crescimento de tecnologias voltadas ao processamento de dados e à infraestrutura digital, como inteligência artificial, data centers, automação industrial e aplicações de alto desempenho computacional.
Com investimento de R$ 220 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ceitec ampliou sua estrutura industrial para a produção de semicondutores de carbeto de silício (SiC), utilizados principalmente em aplicações ligadas à eletrônica de potência, veículos elétricos e projetos voltados à eficiência energética.
Segundo Gadelha, a expectativa é fortalecer a cadeia nacional de semicondutores e ampliar a inserção do Rio Grande do Sul em um mercado estratégico e altamente competitivo no cenário global. Atualmente, o Ceitec é a única estatal brasileira com estrutura voltada à fabricação de semicondutores. No setor privado, o Rio Grande do Sul também reúne empresas ligadas ao segmento, como a HT Micron, de São Leopoldo, e a Tellescom, de Cachoeirinha.
“É nosso dever, enquanto Sistema FIERGS, aproximar as nossas indústrias de empreendimentos como o Ceitec, pois essa conexão é vital para a consolidação do setor como polo tecnológico”, afirmou o coordenador do GT, Antônio Pereira, que conduziu a reunião.


