Sistema FIERGS apresenta, na COP30, potenciais e desafios da transição energética justa em regiões carboníferas do RS
Segurança energética e realocação dos trabalhadores são principais preocupações da entidade
Atuamos a favor da indústria gaúcha estimulando a cooperação entre empresas, ampliando a oferta de produtos e serviços e apoiando o desenvolvimento de novos mercados e sua internacionalização. Juntamente com o SESI, SENAI e IEL, apresentamos soluções que aumentam a competitividade da nossa indústria.
Segurança energética e realocação dos trabalhadores são principais preocupações da entidade
O Sistema FIERGS participou, nesta quinta-feira (13), do painel "A transição justa como caminho para o desenvolvimento sustentável em regiões carboníferas" na COP30, em Belém (PA). O evento, que contou com a presença da secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, Marjorie Kauffmann, abordou o andamento e os principais pontos do plano coordenado pela pasta. O executivo do Conselho do Meio Ambiente (Codema) e Conselho da Agroindústria (Conagro) do Sistema FIERGS, Tiago Pereira, destacou os principais potenciais e desafios da região.
“A FIERGS acompanha o desenvolvimento do plano. Os desafios das regiões carboníferas se concentram na segurança energética e na questão socioeconômica dos trabalhadores”, afirmou Pereira, ressaltando que 35 mil famílias, segundo levantamento técnico realizado pela federação, atuam na extração de carvão e na geração de energia – realidade que exige soluções complexas.
Entre os potenciais, ele aponta a possibilidade de realocação dos trabalhadores para outras áreas de mineração da região, como a extração de zinco, ouro e fosfato. “Outra viabilidade é a vocação dos municípios para a agroindústria. Podemos ter propostas de rearranjos econômicos em áreas emergentes, como na produção de azeite de oliva, na indústria de alimentos e espumantes, além das energias renováveis, como a eólica”, afirmou.
Marjorie destacou que a transição justa é um processo que deve respeitar a história, a cultura e a economia das comunidades envolvidas, oferecendo alternativas reais de desenvolvimento. “A transição energética não é apenas uma pauta ambiental, mas um compromisso social e econômico. O Rio Grande do Sul está trabalhando para que cada território possa transformar seu potencial produtivo em novas oportunidades, sem deixar ninguém para trás", garantiu a secretária.
SOBRE O PLANO
O Plano de Transição Energética Justa foi elaborado pelo governo do estado em parceria com o consórcio WayCarbon-Centro Brasil no Clima, com investimento de R$ 2,3 milhões. O contrato foi assinado em 28 de outubro de 2024, com previsão de entrega de 14 produtos organizados em três etapas.
Em agosto de 2025, foram apresentados os resultados da Etapa 2, que reúne informações técnicas sobre aspirações e condições do governo, aspirações de mercado, diagnóstico energético estadual, modelo comparativo de custos entre fontes fósseis e renováveis, demanda regional e reposicionamento econômico, cenários de emissões de gases de efeito estufa até 2050 e opções de financiamento sustentável.
Os resultados servirão de base para a Etapa 3, que detalhará o desenvolvimento econômico, avaliará impactos socioambientais e apresentará o roteiro de implementação da transição energética justa.

